Há muitos mercados de pulgas no Japão. Estes mercados não vendem exclusivamente itens de segunda mão, há muita coisa nova, artesanato e comida. Alguns ocorrem em datas específicas do mês e hoje ocorreria um destes, na região do templo To-ji.
A principal característica deste templo é possuir uma pagoda enorme. Juntamos a vontade da Pri de visitar uma destas feiras e a minha curiosidade para visitar essa pagoda enorme e decidimos ir para o templo na parte da manhã.
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| A enorme pagoda do templo To-ji |
A feira era enorme, demos uma olhada e já fomos visitar o templo, novamente composto por dois edifícios e uma pagoda. A pagoda não estava aberta para entrada, mas pudemos chegar bem perto. Visitamos os outros dois prédios e retornamos para a feira.
A primeira coisa que fizemos foi comer um espetinho de carne e um Yakisoba. A carne estava gostosa, mas não no nível wagyu que comemos antes. O macarrão estava gostoso, foi a primeira vez que comemos este estilo aqui. Ainda provamos broto de bambu na brasa.
A Pri estava procurando itens de cerâmica, rodamos boa parte da feira. Antes da cerâmica ela encontrou um tecido costurado em forma de faixa, que pode ser usado como cinto de kimono, echarpe ou como decoração de mesa.
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| De alguns pontos da feira víamos a pagoda |
Rodamos a feira inteira, achamos ainda a espécie de pergaminho com tema japonês, feita pelo artista que estava na barraca vendendo os itens. Compramos.
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| Com o artista |
Quando já estávamos por ir embora, num cantinho escondido, a Pri achou uma barraca vendendo um pote para preparo e consumo de matcha. Ela ficou muito feliz de ter encontrado justamente o que procurava.
Saímos da feira em direção à região de Arashyiama, mas antes compramos um caqui gigante. Estava muito doce, esse caqui é mais rígido, parecido com o que tem em Israel.
Pegamos um trem para a estação central de Kyoto e de lá pegamos outro trem para a região de Arashyiama. Essa região abriga alguns templos e tem uma rota de trem que beira o rio.
Começamos visitando uma ponte que ficava um pouco mais afastada do ponto em que chegamos. Dali fomos passear no templo e jardim Tenryu-ji. Essa região estava lotada, é impressionante a quantidade de turistas que vemos fazendo as mesmas coisas. Espero poder voltar ao Japão para uma viagem só para destinos mais longe, espero que isso diminua a quantidade de visitantes.
A gente ainda queria fazer a rota do trem cênico, então saímos pelo outro lado do jardim do templo com o intuito de voltar para o ponto inicial da estação deste trem, que ficava no lugar onde chegamos à cidade. Por sorte a famosa floresta de bambu de Arashyiama ficava muito perto e resolvemos dar uma olhada. No fim da floresta havia duas estações de trem, uma englobada pelo passe que tínhamos, pensamos em pegar este trem para o início da cidade para então pegar o trem cênico, mas havia uma estação deste trem cênico, e perguntamos se o trem parava ali, sim, parava!
Problema resolvido, pegamos o trem. Ainda havia lugares sentados! O percurso foi bem curto, durou vinte minutos, mas a vista realmente era muito bonita, margeando um rio, passando por pontes e túneis.
No ponto final pegamos um trem normal para a cidade e fomos comer um hambúrguer que a Pri já havia avistado assim que chegamos. O hambúrguer vinha com espetáculo, não somente o queijo era servido abundantemente numa chapa fumegante, quanto havia também uma presepada que fizeram com fogo. O hambúrguer não era somente show, era também muito saboroso.
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| Na volta de Arashiyama vimos plantações de arroz |
Dali fomos visitar uma instalação artística chamada de floresta de kimono, basicamente uns postes com desenhos e uma lâmpada dentro. Embora simples, o efeito visual era muito bonito.
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| A floresta de kimono ficava na estação de trem |
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| Detalhe da instalação artística |







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