Hoje foi o dia que menos dormi. Seis horas de fuso não é fácil, além disso, ainda estou tomando remédio para o ouvido, o que tampouco ajuda. Dito isto, acordamos às 6:00, tínhamos uma hora de deslocamento até o centro de treinamento que visitaríamos.
Já sabendo onde fica o trem e como utilizar o metrô, fizemos o primeiro trecho até o ônibus que pegaríamos em seguida. O dia estava chuvoso e cinza, logo que chegamos no bairro do estábulo, denominação para centro de treinamento, fomos a uma loja de conveniência para comprar algo para comer. Em poucos minutos chegamos ao local propriamente e já havia fila. Recebemos a instrução de não perturbar o treinamento.
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| A entrada do estábulo |
Impressiona a força que os rikishis, lutadores, possuem. O treinamento é muito intenso, especialmente com todo o peso que carregam. Vimos eles se movimentando no dohyo, ringue, com diversos padrões. Primeiro eles pareciam estar aquecendo fazendo agachamento, depois treinaram empurrar o adversário para o outro lado do ringue enquanto o outro fazia resistência, no final, ainda deram rolamentos.
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| Dohyo, o ringue |
Enquanto uma dupla fazia algum exercício, os demais faziam outros exercícios, alguns levantavam pesos, outros atacavam uma tora de madeira com golpes e outros ainda faziam uma caminhada agachados.
Por fim vimos os combates. Os lutadores se revezam e, quando um perdia, outros se prontificavam para lutar. Há uma televisão que exibe o treinamento com atraso, para que os lutadores possam verificar o que fizeram e o que podem melhorar.
Um lutador parecia estar lesionado ou se recuperando de lesão. Alongou-se com a ajuda de outros dois lutadores. Deu para ver que no estábulo os mais novos ficam com a maior parte das tarefas, desde este alongamento até a arrumação da areia dentro do dohyo.
Também nítida é a deferência ao lutador mais graduado, todos o cumprimentavam ou pediam autorização para fazer algo. Era também ele quem conduzia o treinamento. No final pudemos tirar fotos com os rishikis, foi uma experiência muito legal.
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| Uma foto com os rikishis |
Saindo de lá fomos direto para o bairro Shibuya. Há diversos shoppings e lojas, é um centro comercial enorme. Talvez seja o lugar com mais luzes e anúncios em Tóquio, e é lá que fica o famoso cruzamento em que a cada minuto milhares de pessoas atravessam.
Bem próximo a este cruzamento está a estátua do famoso cachorro Hachiko, que esperava todos os dias pelo trem em que chegava seu dono, vindo do trabalho, mesmo depois do falecimento deste. Tiramos fotos tanto da estátua quanto do cruzamento.
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| Hachiko, o cão fiel |
A minha curiosidade foi enorme e logo visitamos a loja da Nintendo. À venda, desde camisetas do Mário até emblemas de A lenda de Zelda e seu famoso herói, Link. Ambos os personagens fizeram parte da minha infância, Super Mário Bros eu joguei com meus primos, Super Mário 3 tive a oportunidade de comprar numa viagem aos EUA com meus pais, já The Legend of Zelda, com seu cartucho dourado e memória, eu joguei emprestado de amigos.
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| Super Mário |
A loja é pura nostalgia, e ainda tem uma parte com alguns controles japoneses antigos e outro mais modernos. É provável que eu volte a essa loja, mesmo sendo muito cheia.
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| No Japão, o Nintendo de 8 bits era conhecido como Famicon. À esquerda os controles originais, à direita o controle do Super Nintendo, de 16 bits. |
No mesmo andar do mesmo shopping, Shibuya Parco, há uma loja da Capcom, produtora de jogos, dona do famoso título Street Fighter. Também havia uma loja da Sega com o personagem Sonic. Outra loja tinha o tema Godzila.
Aproveitamos para almoçar neste shopping e optamos por curry, que também é famoso aqui no Japão.
Visitamos logo depois a loja Madarake, com jogos, cards, revistas de animes e bonecos nerds. A loja ficava num subsolo bem profundo, uns três andares abaixo do nível do mar. Eu sempre me impressiono como tem coisa que eu considero quinquilharia e buginganga, mas que tem gente que paga muito para ter.
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| Loja Mandarake |
Subimos para ver o cruzamento e filmamos a movimentação. Essa área tem muitos shopping enormes, é muita gente. De noite optamos por comer em um restaurante de sushi de esteira, dessa vez a qualidade estava melhor e o preço mais baixo. Às vezes é preciso deixar as recomendações e se aventurar.
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| Shibuya, vista da rua |
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| Shibuya, entre prédios |










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