segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Dia 4: Matsumoto

Mais um dia, novamente acordamos bem cedo, desta vez o motivo era a ida para a cidade de Matsumoto. O fuso está começando a melhorar, embora eu ainda acorde muitas vezes de noite. Acho que mais uma 2 ou 3 dias e estarei bem.


Chegar na estação de partida do trem foi bem fácil, já que estávamos a uma estação do local de partida. O trem era muito confortável e a viagem foi tranquila. O trem parou em muitas estações, o que era um pouco chato, mas aproveitamos para comprar mais um trecho de trem. Agora nos falta reservar as passagens do passe que compramos. 


Ao chegar em Matsumoto, a primeira coisa que fizemos foi deixar as malas no hotel para passear livremente pela cidade. O hotel que escolhemos era convenientemente perto da estação de trem e da estação de ônibus.


Fomos andando para o castelo, que é um dos doze castelos originais ainda de pé. Ele é muito bonito, porém muito diferente de um castelo europeu, com que estou mais familiarizado. Como não havia horário para visitação imediata, optamos por comprar online para duas horas e meia depois e fomos visitar outros pontos turísticos da cidade.

Castelo de Matsumoto visto de dia

Começamos pela rua Nawate, que possui algumas casas com a estrutura de madeira tradicional que conhecemos do Japão. Há diversas lojinhas e mini restaurantes interessantes. Os produtos vendidos variavam de cerâmica, a potes de madeira e hashis (os palitos para comer). 

Rua Nawate

Essa rua ainda tem uma temática de sapos, com algumas estátuas de pedra e outras menos tradicionais. Também há um santuário e vimos um grande grupo de pessoas fazendo oferendas, cada um na sua vez.

O templo (jinja) Yohashira

Estávamos buscando algo para comer e o restaurante logo ao lado do santuário estava lotado com fila de uma hora de espera. Fomos então a outra rua, Nakamachi. Essa rua é mais moderna e tem lojas e restaurantes. Outra recomendação também estava lotada e acabamos por comer num restaurante que nos pareceu bem tradicional. 


Uma fonte com um sapo

Comemos sentados no chão, um prato com soba (macarrão de trigo sarraceno) frio, tempura e arroz com uma espécie de inhame cozido padroeira elástico. Já o outro era frango frito com sopa misô. Também veio acompanhado de várias coisinhas menores.

Almoçamos sentados no chão

A estrutura é de madeira, construída com uma proteção de pedra na base, as escadas são extremamente íngremes e apertadas. Além disso, as vigas eram bem baixas, mas nem todos os tetos do castelo eram baixos. Havia, novamente, muita gente visitando o castelo, e a organização foi boa para a quantidade de gente que visita o castelo. 

Detalhes do telhado

A visita durou uma hora, mais por conta da quantidade de pessoas do que pelo tamanho do interior do castelo. Tendo visto o interior de um castelo, não acho que queiramos visitar outros interiores. Depois dessa visita, fomos tomar um café e comer um ojyaki, uma espécie de pãozinho recheado, tanto doce quanto salgado.

O rio Narai

Rodamos mais um pouco pela rua Nawate, entramos em algumas lojas com cerâmica e outros utensílios. Havia lojas de quadros e até uma com copos muito bonitos.

Outra estátua de sapos, dessa vez, samurais

Voltamos para o hotel para descansar um pouco antes de sair novamente. Depois de rodar, escolhemos um restaurante para comer soba quente, aproveitei e provei sushi de cavalo. A carne parece bovina, o corte que eu peguei era bem magro. Comemos alguns tempuras e peixe frito.

Vista do castelo

O interior do castelo

Antes de voltar para o hotel visitamos novamente o castelo, de noite a região fica bem escura, o que rendeu algumas belas fotos.

O castelo de Matsumoto de noite

Amanhã vamos à Takayama e Shirakawa-Go.


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