domingo, 9 de novembro de 2025

Dia 18: Retorno à Tóquio

Dividimos nossa estadia em Tóquio em duas partes, como a cidade é enorme, nossa ideia era ficar numa parte ao chegar, aproveitar para nos adaptar ao fuso e, depois, na volta, passar mais alguns dias antes de voltar, aproveitando para fazer compras.  

Assim que chegamos de volta à Tóquio, fomos no hotel deixar nossas malas e já partimos para comer no bairro em que se encontram diversos estábulos de sumô. Estamos hospedados agora no bairro de Akihabara, que fica mais próximo de Asakusa, que é um bairro com muitas coisas tradicionais. É neste bairro que ficava o restaurante Chanko Kirishima, propriedade de um rikishi chamado Michinoku Kazuhiro, cujo nome no meio do sumô era justamente Kirishima.

A especialidade do restaurante é o prato chanko nabe, que é uma espécie de sopa que os lutadores de sumô tomam todos os dias a fim de ganhar peso e se nutrir. A sopa vem com todos os ingredientes crus e na mesa é posta em um fogareiro. O garçom liga o fogo, a sopa começa a ferver e os ingredientes a cozinhar. 

A sopa vinha com um monte de coisas dentro: frango, bolinhas de polvo e de peixe, repolho chinês, broto de feijão, bok choy, cebolinha, cogumelos, vieiras, camarão e macarrão udon. Além disso, recebemos de entrada asinhas de frango temperadas, um set de três sashimis e um vegetal em conserva. 

A sopa, o macarrão e outras iguarias de entrada

Eu estava muito curioso para comer este prato. Gostei, deve ser ainda melhor de se comer num dia frio com bastante fome. O restaurante é um prédio com oito andares, e tinha somente gente local, mas como o cardápio é escrito em inglês, imagino que muitos turistas também o frequentem.  

Uma coisa que chamou a atenção neste lugar foi que o elevador tinha os números alinhados na vertical, ou seja, em vez de os números 1 e 2 estarem lado a lado, o número um estava na primeira coluna (à esquerda e embaixo), o número dois vinha em cima, até o número quatro. O número cinco estava embaixo na coluna da direita. 

É interessante que na avenida na qual o restaurante se localizava havia diversas estátuas de rikishis. Eram estátuas pequenas, mas bem legais. Deu para notar que o bairro todo é inspirado em sumô, inclusive a estação de trem tinha a foto de vários lutadores. 

O restaurante ficava no prédio marrom escuro,  do lado do McDonald's.

Cada uma destas estátuas estava numa posição diferente, tinha uma assinatura e o molde das mãos, como há na calçada da fama em Hollywood. Este bairro merecia ser mais explorado, mas passeamos pouco por ele, mais uma coisa anotada para nossa próxima viagem.

Pela parte da rua que andamos, havia estas estátuas

Além das estátuas, vimos outros detalhes pelo bairro, por exemplo, na estação de metrô também havia uma estátua de dois lutadores se enfrentando. Também vimos um painel com a foto dos lutadores em tamanho real e nela a indicação da altura de cada um dos lutadores. Não fui o único a tirar uma foto ali!

Na entrada da estação de trem, havia esta estátua

De lá fomos para o bairro Ginza, o dia já escurecia devido às nuvens e parecia que ia chover. Começamos entrando na Muji, uma loja cujo nome significa algo como sem marca, mas os produtos têm qualidade. Durante algum tempo compramos coisas para a casa, como lençóis, fronhas, almofada, capas de almofada, toalhas de rosto e outras coisas menores.

Aqui nos dividimos a Pri continuou na Muji e depois foi para a Uniqlo. Eu fui ver uma papelaria de 12 andares e uma loja de itens tradicionais. A primeira loja se chamava Itoya e a segunda Kyukyodo. Desavisadamente, fui subindo na loja e de repente me encontrei em uma exposição de caligrafia, recebi até um convite para um próximo evento!

A papelaria Itoya tinha doze andares, mas o prédio era muito estreito

Resolvi caminhar pela rua principal que estava fechada, em vez de caminhar na orla vendo a praia, caminhei vendo lojas de luxo, sem entrar em nenhuma delas. Dali peguei uma transversal e fui ver o edifício do teatro Kabuki, um estilo muito tradicional de teatro japonês, cujos atores são sempre homens, independentemente do papel.

Andando pela rua Chuo em Ginza

Segui para uma loja de estilo de esporte outdoor, queria ver mochilas. Eu adoro mochilas, tenho vários e me seguro bastante para não comprar mais. Eu não sei se gosto porque mochilas me lembram viagens e aventuras ou se é apenas o produto em si que me fascina. Sempre gostei e sempre usei. Até hoje tenho mais mochilas do que precisaria. Acabei comprando uma camisa de botão quadriculada, é um estilo que eu tenho desde os 16 anos de idade. Se as empresas que produzem roupas ainda produzissem tudo que o faziam quando eu tinha 16 anos, provavelmente eu teria as mesmas roupas, apenas renovando depois que elas ficassem velhas. Meu estilo não mudou muito, talvez apenas tenha acrescentado uma boina (flat cap) ao meu guarda-roupa.

O teatro Kabuki, em Tóquio

Depois de rodar mais, encontrei com a Pri para tentar ver relógios da Casio, não achei nada interessante na loja da G-Shock. Fomos comer num Izakaya debaixo da linha de trem. Esse foi outro restaurante incrível que comemos. Posso destacar o fritopan de camarão e a salada de cenoura com batata doce frita, cortadas em tirinhas bem fininhas e temperadas. Essa salada estava incrível. 

Fritopan sabor camarão, curiosamente fora inventado no Brasil

Espetinhos de diversas partes do frango

Também pedimos diversos espetinhos de várias partes do frango, alguns enroladinhos, ovos de codorna, cogumelos no papel laminado, barriga de porco e de sobremesa um churro gigante. Eu tomei uma cerveja e a Pri uma bebida de ameixa. Já era tarde e voltamos para o hotel.


A diferença no tamanho dos copos

Um trem passando em cima do corredor de restaurantes


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