Começamos o dia indo em direção ao templo Namba Yasaka, este é um templo curiosíssimo que tem forma de cabeça de leão (bom, pelo menos é um leão visto aos olhos dos Japoneses que o construíram). O formato do templo é curioso e bem interessante e este é seu maior atrativo.
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| Templo Namba Yasaka |
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| O templo visto da rua |
De lá fomos visitar um outro templo, Shitenno-ji, considerado o templo budista mais antigo do Japão. Como já vimos em diversos outros lugares, ele possui os três elementos que normalmente um templo tem: um edifício principal, um edifício de estudos e uma pagoda. Além dos portões de entrada.
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| Shitenno-ji, considerado o templo mais antigo do Japão |
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| Outra vista de Shitenno-ji |
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| A pagoda depois do portão |
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| A pagoda reconstruída |
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| Estátua de Shiran, fundador de uma vertente de budismo |
Imediatamente após essa visita fomos fazer algo que eu aguardei boa parte da viagem: comprar facas de cozinha. O Japão é muito conhecido pelos instrumentos de corte, inicialmente espadas, mais recentemente facas feitas utilizando as mesma técnicas de fabricação daquela desenvolvida para espadas. A loja que escolhi visitar se chama Tower Knives, isso porque ela se encontra bem próxima a uma torre famosa chamada Tsutenkaku.
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| Torre Tsutenkaku, em Osaka |
Eu já havia pesquisado bastante sobre lojas e sobre estilos de facas. A variedade de facas existentes no Japão impressiona e há algumas regiões que têm um histórico longevo de produção de espadas, e que utilizam esse know-how na produção de facas.
Uma destas regiões é Sakai, que fica um pouco ao sul de Osaka e, por isso, a loja que visitei foi estabelecida em Osaka, é um compromisso entre um centro de produção e uma cidade grande. A loja em si não é muito grande, mas conta com um mostruário muito bem organizado, um balcão para demonstrações das facas, ou seja, podemos testar os modelos, um segundo mini-balcão para demonstrações e ainda uma oficina de reparo e finalização de produção.
Passamos quase duas horas na loja, escolhi dois modelos. O primeiro modelo escolhido foi uma faca Nikiri, cujo formato é retangular, bem tradicional no extremo oriente. Essa faca é específica para lidar com vegetais e frutas, desde aqueles mais duros como abóbora japonesa ou batata doce até os mais delicados como o tomate. Aliás, uma boa maneira de testar uma faca é ver se ela corta bem tomate sem esmagar a fruta e sem provocar que muita água saia dele.
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| À esquerda, uma Santoku, à direita, uma Nikiri |
Essa Nikiri, especificamente, tem a lâmina de aço damasco, que é aquele que parece que tem umas ondas desenhadas. Além disso, o cabo é no estilo ocidental, que nos é familiar. Para a minha segunda escolha, eu estava inicialmente inclinado a comprar uma faca Santoku. Este nome significa três virtudes e é assim chamado porque a faca poder ser usada para cortar peixe, carne e vegetais.
A vendedora me mostrou uma outra faca, chamada de Gyuto, que é uma faca mais parecida com as facas europeias estilo chefe. Eu testei ambas, achei a Gyuto maior e mais difícil de manipular. Como eu já tenho facas ocidentais que uso para carne, resolvi comprar a Santoku. Escolhi um modelo com cabo estilo japonês, que é octogonal, isso confere um caráter original à faca e é diferente da Nakiri.
Como algo extra, pude gravar meu nome nas lâminas. Havia a opção de fazê-lo em caracteres japoneses e foi o que fiz! As palavras estrangeiras seguem uma regra para adaptação ao alfabeto japonês Katakana, então escrevi meu nome e de acordo com a regra fonética deles, eles adaptaram para o alfabeto.
Ainda tivemos instrução de como amolar e cuidar da faca. Eles tem um canal no YouTube, definitivamente vou ter de rever antes de amolar a faca pela primeira vez.
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| Feliz depois da compra |
Saí bastante satisfeito da loja. Buscamos um restaurante para comer e acabamos indo num que poderíamos, se quiséssemos, pescar o nosso próprio peixe. Resolvemos pedir o que estava já na cozinha e não nos envolvemos na pesca. Uma das tradições da cidade é comida frita empanada, então pedimos peixes, frutos do mar e ainda pedimos coisas não fritas, como sushi.
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| O letreiro do restaurante era incrível |
Novamente recebi o copo pequenininho para tomar cerveja, este é um copo menor do que o que conhecemos como copo americano no Brasil. Isso faz parecer que a cerveja dura mais do que normalmente duraria.
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| Parte do restaurante era tomado por estas piscinas com peixes |
Depois fomos para outro empreendimento do mesmo grupo da loja de facas, um bar! Isso é que é diversificar a área de atuação da empresa, facas e cerveja. Como estávamos perto da região que tinha um prédio do qual poderíamos ver a cidade, fomos andando até ele. O nome deste complexo é Abeno Harukas. De lá, fomos até o distrito de venda de produtos de cozinha.
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| Vista de Osaka a partir da Abeno Tower |
O distrito de vendas é uma mistura de restaurantes, lojas de comida, lojas diversas. Numa delas vimos fliperama e um nos chamou a atenção. Um cara jogava Super Mario Bros, o original. Existir um video-game disso é incrível, porque o jogo não foi feito com esse propósito, cada jogo tem um propósito e público/local alvo. Mário não foi feito para ser jogado em fliperama com fichas.
Voltando para a galeria de utensílios domésticos, havia uma loja ao lado da outra. Os produtos variavam em preço, beleza e utilidade. A Pri achou várias coisas legais entre potes para molho de soja, apoiador de hashi, potes de arroz com desenhos lindos, copos de chá e até tigela de sopa.
Era bem difícil escolher, porque as lojas eram lotadas de itens e pessoas. Em algumas era até difícil caminhar, porque os corredores eram estreitos, tudo era de porcelana e a gente estava carregando mochilas pesadas. Eu tomei um cuidado enorme para não esbarrar em nada, até coloquei a mochila para frente.
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| Depois de almoçar, fomos passear pela mesma região |
Decidi comprar o que queria em Tóquio, primeiro porque carregaria menos peso, tanto comigo quanto na mala, e, segundo, porque eu achava que lá haveria mais opções e mais lojas. Depois de rodar nesta região, fomos para outra região perto dali, essa dedicada à moda e com diversas lojas de roupas.
Entramos na Levi's e acabamos por descobrir que eles estão vendendo modelos de calças de períodos históricos. Também vimos que aqui no Japão eles permitem a personalização através da costura de emblemas diversos que exibem num mostruário. Uma pena que a parte masculina fosse tão pequena e com tão poucas opções, caso contrário teria me animado a comprar mais uma calça.
Chovia muito e resolvemos comer num restaurante de ramen bem perto. Talvez tenha sido nossa segunda decepção com comida em toda a nossa viagem. Não foi terrível, mas deixou a desejar, sobretudo porque o inglês do pessoal e a tradução nos levou a entender algumas informações de maneira errada. Pensamos que o ramen viesse completo, mas não foi o caso, tivemos de pedir extras para formar o ramen que queríamos.
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| Osaka depois da chuva |
Ficamos na dúvida entre visitar o castelo de Osaka ou voltar para o hotel, já que chovia ainda bastante e era tarde. Decidimos voltar para o hotel, arrumar as coisas e descansar um pouco para o dia seguinte, que seria nossa volta à Tóquio, nossa última parada antes da volta.
















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