O trem entre Kyoto e Hiroshima ocupou a primeira parte da manhã. A Pri conseguiu finalmente pegar o trem com decoração da Hello Kitty, não foi trem bala, mas serviu. Até o banheiro tinha Hello Kitty como tema. Antes de embarcar, a Pri notou que uma loja famosa de cheese cake estava vazia, conclusão, compramos uma e a comemos inteira no caminho.
Chegamos à estação de Hiroshima e nosso hotel era muito perto, deixamos as malas e voltamos para a estação principal, já que de lá era mais fácil ir até a barca que nos levaria à ilha de Itsukushima, onde fica a vila de Miyajima.
A ilha se localiza bem perto de Hiroshima, praticamente em frente, e é muito conhecida pelo famoso torii dentro do mar. Quando pegamos a barca, já avistamos o monumento desde o barco. Assim que chegamos, o que fizemos foi caminhar em direção ao templo onde ficava este portão.
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| O torii flutuante |
O templo ao qual pertence este torii fica bem próximo a ele, e tal como o torii, também parece flutuar quando a maré está alta. Veremos no fim da tarde o outro lado da moeda.
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| Templo de Itsukushima |
Tal como vimos em Nara, nesta ilha também há veados que te cumprimentam pedindo comida. Aliás, vimos durante o dia algumas cenas de turistas tendo sido abordados de maneira mais ríspida para a obtenção de comida. Chegamos, no fim do dia, a ver uma mulher levantar o sorvete e o veado ficar em duas patas, com as dianteiras apoiadas na turista, para comer o sorvete dela.
Uma das iguarias famosas da ilha são as ostras cozidas, embora este não fosse o modo de preparo único das ostras. Primeiro comemos uma que vinha em cima de uma bolinha de arroz. Como já era perto do meio dia, a Pri sugeriu que fizéssemos a parte mais dependente de horário do passeio logo. Isto é, pegar um teleférico para subir boa parte do monte Misen.
No caminho para o terminal inicial do teleférico, ainda pegamos uma ostra grelhada que estava excelente. A Pri ficou fascinada pela ostra e queria planejar comer mais um quitute deste antes de voltarmos para Hiroshima. Cada um comeu duas ostras com diversos molhos. O local ainda tinha algumas lojinhas de souvenir e passava por um rio, com pontes no estilo japonês, tudo muito bonito.
O ponto final do bondinho nos deixava a meia hora de caminhada do topo. Como o dia estava quente, isso foi muito bem vindo. Além disso, subir o monte todo desde a base até o cume demoraria mais do que o tempo que tínhamos disponível. Havia uma fila relativamente grande para pegar o teleférico, mas não tomou nem uma hora. Havia uma parada intermediária para trocar de linha, com uma fila bem menor. O primeiro trecho que fizemos tinha um bondinho comportando de seis a oito pessoas, o segundo trecho tinha um bondinho que comportava até trinta pessoas.
Assim que chegamos no ponto final, havia um mirante, que fomos conferir. Depois partimos para a caminhada de meia hora por trilha, algumas partes com piso rígido, outro com pedras e areia. O caminho subia e descia e não era constante. Ao longo do trecho inicial havia muita natureza e algumas aberturas para vistas espetaculares.
Vimos um japonês com roupa social, completamente empapado em suor e com cara de sofrimento voltando da trilha. Também vimos algumas outras pessoas esbaforidas. O dia estava quente, embora no meio da mata, com a proteção da copa das árvores estivesse bem fresco. Mas isso não foi suficiente para impedir que eu transpirasse, afinal, era exercício.
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| Hiroshima ao fundo |
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| Um dos templos que encontramos subindo o monte Misen |
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| Vista dese o templo de Itsukushima |
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| Quando a maré baixa, pode-se ver o templo em terra |
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| Muitas pessoas vão para o lado do torii tirar fotos |
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| Okonomiyaki sendo preparado |
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| Hall da Promoção Industrial, atualmente conhecido como Domo da Bomba Atômica |
Com o tempo restante da noite, fomos visitar o castelo de Hiroshima, como muitos castelos no Japão, este é uma reconstrução em concreto. Como as construções aqui eram majoritariamente de madeira, como já citei, diversos edifícios foram refeitos depois de terem sido destruídos por eventos naturais, fogo ou como resultado de sua destruição por guerra.
Fica até difícil julgar até que ponto uma reconstrução é mais ou menos original do que a outra. Neste caso, a reconstrução se fez necessário porque a detonação da bomba atômica também atingiu o castelo. Mas pelo país, outras reconstruções se deram bem antes da era moderna e como resultado de guerras internas.
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| Portão externo do Castelo de Hiroshima |
Amanhã começaremos o dia visitando o Museu Memorial da Paz, depois nos dirigiremos à Osaka, fazendo uma parada no meio do caminho para visitar o castelo de Himeji.
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| Torre principal do castelo de Hiroshima |













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