Hoje pegamos um pouco da nossa manhã para arrumar nossas malas, e como gostamos do café que vimos ontem à noite, resolvemos tomar café por lá. Deixamos nossas malas num local de armazenamento da pousada e fomos caminhando para a rua em que havíamos estado ontem de noite.
É curioso ver que uma rua pode ter duas identidades, uma quando de noite e outra quando de dia. Hoje vimos outras lojas abertas, algumas parecia até ser escritórios com vidros, o que nos permitia ver por dentro.
O lugar de café ao qual me refiro era a loja que tinha na fachada um relógio enorme. O interior do lugar era bonito, havia até uma loja vendendo relógios e outros artigos. Tomamos um café cada um.
Depois voltamos para o centro histórico e, ao passar por uma loja vendendo o pão de sal, compramos dois, um para cada um. Esse pão de sal é uma espécie de croissant, sem recheio, mas muito gostoso.
Havia ainda alguns outros pontos para visitar pelo centro histórico e fomos visitar a escola confuciana. Se pudermos fazer um equivalente, a cultura chinesa é para o extremo oriente o que a cultura romana é para a Europa. De lá vinham muitas ideias e, por este motivo, havia aqui uma escola de pensamento confuciano.
O rei devia conhecer essa filosofia, mas também a elite que deveria servir de exemplo. Eram estudados os ensinamentos de Confúcio e seus discípulos, além de poesia e história. O local em si era muito bem organizado, as edificações posicionadas e dispostas de maneira ordenada. O local passava bastante tranquilidade, ficava perto de uma montanha, o que tornava tudo mais bonito.
Ainda havia um outro templo, chamado de Seungamsa, para visitar, seguimos o caminho à margem do rio, passamos por baixo de um elevado e finalmente chegamos ao templo, que parecia estar fechado. Dali era possível ver a estrada mais próxima, ficamos algum tempo por ali descansando até voltarmos ao centro.
No caminho havia uma vila (novamente, parece uma construção desordenada que foi melhorando) com diversos murais pintados. O nome da atração era Vila de Murais Jaman. Já chegando ao centro, havia o santuário Gyeonggijeon bem no que parecia ser o centro de toda a vila histórica.
Resolvemos entrar e, para nossa surpresa, hoje a entrada era gratuita. Assim que entramos e começamos a ler e entender do que se tratava, vimos que aquele era um santuário para hospedar, proteger e honrar o retrato oficial do rei Taejo, o fundador da dinastia Joseon. O lugar era enorme, construído para armazenar um retrato, pois dizia-se que o retrato era como se o próprio rei ali estivesse.
Foi por este motivo que havia uma exibição explicando como retratos eram pintados e, além disso, diversos retratos de diversos reis eram exibidos numa galeria. Havia bastante gente interessada no assunto, ou no ar-condicionado, já que fazia um calor enorme.
Depois de um bom tempo andando pelo complexo, buscamos um restaurante no nosso mapa e fomos comer sopa. Aqui nesta região do mundo as sopas são muito cotadas, há diversos tipos, esta aqui tinha como diferencial o macarrão cortado a mão, chamado kal-guksu, que significa exatamente isto, mão-macarrão. Pedimos uma sopa tradicional e gyoza recheada para acompanhar. O restaurante estava cheio de locais, então nos pareceu ser bem tradicional.
Ainda havia tempo até nosso trem, cogitamos ir para a estação tentar adiantar nossa passagem, mas preferimos passear mais pelo centro histórico. Dali fomos visitar o centro de cultura de leques, algo que é muito comum aqui no extremo Oriente. Havia uma pequena exibição de diversos leques, não somente coreanos, mas de outros lugares.
Além de vender leques, também havia cursos sendo oferecidos. Com mais tempo seria possível personalizar o próprio leque, bem como aprender as técnicas para construir um e como tratar os materiais que se utilizam para sua construção.
Depois dessa visita fomos tomar um sorvete no centro histórico, a Pri pediu um de matcha e eu pedi um de um sabor chamado Sobok, que era feito de arroz integral, soja e leite. O sabor era bem diferente do que estamos acostumados, até me lembrou os sorvetes malucos que tomamos no Japão, como por exemplo, de batata doce. Era bem diferente, mas não entrou no hall dos preferidos.
Voltamos para a região do hotel, entramos num café bem bonito que havia perto de lá, chamado Café 1938. A decoração era legal, para um museu. Assim que entramos estava tocando bossa nova, que a esta altura já é mais do que velha. Cada um pediu um tipo de café. Se aproximava a hora de ir para a estação e foi o que fizemos. Pegamos nossas malas e fomos para o ponto de ônibus.
Chegando em Seul, deixamos nossas malas no hotel, nos trocamos e fomos jantar. Novamente escolhemos frango frito. Fomos numa cadeia famosa por aqui, Kyochon 1991, e pedimos algo popular, frango com alho e mel. Na nossa opinião exageraram tanto no alho (cru) quanto no mel.
Estamos na última parte da viagem, mas agora ainda temos uns bons dias ainda em Seul!















Um comentário:
Podiam fritar o alho junto. Ficaria bem gostoso como o nosso frango à passarinho.
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