Nesse segundo dia, programamos fazer as coisas mais próximas da região onde ficava o hotel, e por isso tomamos um ônibus para a vila tradicional Gamcheon. Como se tornaria a tônica de Busan, os ônibus sempre cheios e muitas vezes fomos obrigados a viajar em pé. A história dessa vila se conecta à guerra da Coréia. Os refugiados norte-coreanos se estabeleceram nestas montanhas e criaram suas casas aqui, com o tempo a região teve a infraestrutura melhorada e atualmente é um ponto turístico. O que me parece é que a vila é o resultado da melhoria de uma favela.
A vista de cima
O que se vê atualmente são casas coloridas, murais desenhados por diversos muros e um sem número de lojas, café e restaurantes. Além, é claro, de um enorme número de turistas ávidos por comprar souvenirs, comer doces e tomar cafés.
Aqui é Gamcheon
Para manter a temática do dia, visitamos outra vila tradicional, agora uma localizada numa ilha conectada à terra por uma ponte. Essa outra vila se localizava numa encosta e era basicamente uma reta com uma rua de mão dupla para carros e outra pavimentada e com um muro de ponta a ponta para pedestres. Os dois caminhos eram separados por lojas, restaurantes e cafés.
A rua à beira do mar
Detalhe da mureta
Encontramos um café chamado de Cafeteira Lisboa. Vimos algo que se parecia muito a um pastel de nata, pedimos um para cada e um café. Depois da primeira mordida, a decepção. O nome em inglês que se dá a isso é egg tart, e de fato o que comemos foi uma torta de ovos e não um pastel de natas.
Torta de ovos
A Pri tinha agendado um tratamento do couro cabeludo numa clínica chamada Ecojardin, então, dali nos encaminhamos para o bairro em que ficava a clínica. Tínhamos de pegar dois transportes, um ônibus e depois um metrô. Quando saltamos do ônibus estávamos em frente a um shopping bem perto do hotel. Como ainda havia tempo, a Pri passou no shopping enquanto eu fui lavar a roupa.
Isso não levou nem uma hora, tanto porque a lavagem foi rápida quanto porque o shopping estava fechado por conta do feriado de Chuseok, o maior da Coréia do Sul. Este é o feriado da colheita que ocorre no Outono, quando a lua cheia está brilhando mais.
Marcamos de nos encontrarmos e seguimos para o bairro da clínica. Nosso plano era buscar o famoso macarrão gelado de Busan. O primeiro restaurante que tentamos estava fechado, por sorte o segundo esteva aberto. Além de sopa gelada, também havia uma opção de macarrão apimentado. Adicionamos um prato de gyoza e este foi o nosso almoço, logo antes da visita ao salão-clínica.
A sopa gelada vem até com gelo
O macarrão apimentado
Ficamos cerca de três hora no salão. Analisaram o couro cabeludo da Pri com uma câmera, depois ela passou por dezoito etapas nesse processo de limpeza. Os destaques destas dezoito etapas foram: uma massagem no trapézio, uma massagem capilar, uma toca de máquina com fumaça gelada, uma cachoeira de água e diversas lavagens. No final ela ainda cortou o cabelo e só faltou sair com os olhos puxados.
Tentamos achar uma cervejaria pela região, mas como era feriado, a que eu havia marcado no mapa estava fechada. Pegamos o metrô e chegamos à área perto do hotel, chamada de BIFF, para Busan International Film Festival. Nessa área há várias vendas de comida e a Pri comprou uma massa frita recheada de castanhas e sementes doces. Antes de comer este doce ainda rodamos um pouco pelas lojas da Fashion Street, que também fica ali perto.
Pouco óleo
A entrada do Busan Internacional Film Festival























































