domingo, 27 de setembro de 2026

O quarto dia em Jeju

Como ontem perdemos a subida ao Seongsan Ilchulbong, decidimos fazê-lo bem cedo para dar tempo de voltar ao hotel e tomar um banho antes de seguir o dia. Isso parecia especialmente importante já que teríamos um voo para Busan de noite.

Seongsan Ilchulbong

A subida não era tão difícil, mas novamente havia muitos degraus. A manhã nos poupou do sol, o que amenizou o calor, mesmo assim foi inevitável suar. No topo nos aguardava uma incrível formação geológica em formato de cone, a forma era muito nítida e me impressionou bastante. 

A vista de cima

Depois da subida, voltamos ao hotel para tomar banho e seguimos viagem para o norte, parando para visitar duas praias no caminho. A primeira praia que visitamos se chamava Woljeong, tinha areia bem branca e um pier grande. Algumas pessoas estavam surfando e quase ninguém estava na areia.

O sinal da praia

A segunda praia se chamava Hamdeok e nos pareceu muito bem desenvolvida. Era bem bonita e tinha muita gente por toda a sua extensão. Passeamos um pouco, toquei no mar e fizemos o resto dela de carro. 

O mar era cristalino

E a praia estava vazia


Antes de devolver o carro passamos no mercado da cidade de Jeju. Além de olhar os produtos locais comemos alguns quitutes, tais como um rolinho de carne de porco, uma bola de arroz com salmão e um espetinho de carne de porco com molho de soja que parecia teriaki.

Rolinho de porco

Notei que as distâncias dentro da ilha não são tão grandes, mas os limites de velocidade são tão baixos que tudo demora muito. Especialmente perto das zonas escolares, aí o limite cai para 30 Km/h, tudo passa a parecer um filme. Os carros ultrapassam uns aos outros muito lentamente, e além disso, os locais já sabem exatamente onde estão as câmeras, então se você estiver lento antes da hora alguns chegam a buzinar. Há regiões em que a média da velocidade é contabilizada e aí não há muito o que fazer, nem mesmo os locais.

Outra coisa que achei muito estranha aqui é que não há box nos banheiros, todo banho molha tudo. Pesquisando descobrimos que isso se chama banheiro molhado. Além disso, as toalhas são todas do tamanho de toalha de rosto, o que torna cada banho uma missão.

Devolvemos o carro com muita facilidade e pegamos o voo para Busan pela Korean Air. Chegamos tarde no hotel, amanhã tem muito o que fazer, mas vamos descansar um pouco mais. Porém, antes jantamos e acertamos o frango frito!

O restaurante parecia uma sala de casa

Duas versões: tradicional e picante

Talvez o restaurante se pareça com várias casas



O terceiro dia em Jeju

O dia hoje prometia, nossa primeira atividade era subir o monte Hallassan, localizado no centro da ilha. Ele foi o principal vulcão que deu origem à ilha. Do hotel até a entrada desta trilha demoramos cerca de uma hora, no caminho já podíamos sentir o ar esfriar. Aliás, o caminho era lindo, arborizado e a estrada boa de dirigir.

A caminho do monte Hallassan

Há diversas trilhas que podem ser feitas, queríamos uma que pudéssemos fazer num período razoável com uma vista bonita. Escolhemos a trilha Eoseungsaengak, que nos levaria a uma caldeira desativada com vista para o pico mais alto. A trilha era muito bem sinalizada, parte com degraus de madeira e outra parte com piso de madeira. Ao longo da trilha havia equipamento de comunicação, informações, deve ter sido a trilha mais organizada em que estive. A caminhada não foi difícil, mas era bem íngrime, então demoramos uns 40 minutos até o topo, que ficava 1169 m acima do nível do mar.

O início da trilha

De lá, a vista era muito bonita. Com os binóculos instalados pudemos ver o ponto mais alto da ilha, o aeroporto no norte e outros pontos de interesse. A volta foi mais rápida. Embora a descida exija menos fôlego e menos perna, ela é mais dura com os joelhos, que é o que atualmente mais me incomoda.

Uma vista panorâmica

Quando terminamos a trilha, tínhamos de decidir entre ir direto para a região do Seongsan Ilchulbong, que é outra montanha com origem vulcânica, onde se daria o show das pescadores Haenyeo ou visitar a vila folclórica Seongeup. Fizemos as contas e conseguimos encaixar a visita à vila. Está é habitada há 600 anos, o que é impressionante pelo tipo de lugar que é. As casas são todas construídas com rochas vulcânicas, porém nem todas têm o mesmo acabamento, algumas sendo bem modernas.

A entrada da vila

Bonequinhos tradicionais

Além das casas habitadas, há também edificações conservadas para a manutenção da história. Infelizmente não tivemos acesso ao edifício do ferreiro, e além disso o laguinho não tinha água, mas alguns outros edifícios estavam abertos à visitação.

Uma casa com ares modernos

Eu particularmente fiquei bem interessado nessa vila, sempre fico impressionado com a engenhosidade da nossa espécie. Esse não é o primeiro exemplo de construção em pedra que eu visito e sempre fico admirado de como faz tanto tempo que já desenvolvemos a engenharia civil.

Telhado de palha e mureta de pedra vulcânica


Saímos da vila em direção ao local do show das pescadores haenyeo, estas são senhoras atualmente na faixa de 70 a 80 anos que mantêm a tradição de pesca e coleta de frutos do mar. A necessidade é a mãe da inovação, e esse é mais um exemplo. Numa época de necessidades, as mulheres se viram obrigadas a buscar no mar o sustento de suas famílias, e daí surge essa tradição. Ventava muito nesse dia e o mar estava agitado, foi isso o que fez com que o show fosse cancelado neste dia. A Pri queria muito assistí-lo e ficou bem chateada de não poder fazê-lo.

Como o cancelamento abriu espaço no nosso dia, tínhamos algumas opções, antes de decidir resolvemos almoçar. A Pri escolheu uma sopa de frutos do mar, que dentre outras coisas tinha abalone, camarão, polvo, siri e mexilhões. Eu escolhi uma sopa gelada de macarrão de trigo sarraceno, que para manter a temperatura vem com gelo dentro. De entrada, pedimos uma panqueca de cebolinha e frutos do mar. Essa panqueca foi a minha parte preferida do almoço.

Panqueca de frutos do mar

Sopa fria com macarrão de trigo sarraceno

Sopa de frutos do mar

Uma coisa interessante é que embora os abalones raramente produzam pérolas, seus  interiores têm as cores metálicas iridescentes que os moluscos produtores de pérola possuem. Aliás, a madre-pérola vem daí, são as mães das pérolas.

Ao vivo as cores são mais vívidas

Depois de avaliar as opções resolvemos ir visitar o complexo geológico chamado de tubo de lava Manjanggul. A extrusão de lava se dá diversas vezes, a primeira acaba se solidificando e criando uma espécie de parede externa, à medida que mais lava é expelida, a nova lava vai arrancando material das paredes e do teto, além de escorrer pelo piso. Esse fenômeno vai alargando a caverna. Às vezes a lava entra por outros pontos e forma estalactites e estalagmites. Essa caverna se estendia por mais de 7 km, porém a área de visitação era de apenas 1 km. Além disso, a caverna só foi descoberta porque a parede da entrada colapsou.

A entrada do passeio

A caverna

Mais caverna

Na volta paramos num café com uma vista linda. Ficamos lá um pouco antes de seguir viagem.

Café com leite com mais café que leite, expresso e torta

A vista privilegiada

Estávamos um pouco longe de nosso hotel, que era bem próximo de onde haveria o show que fora cancelado. Voltamos para a região do show para tentar subir o Seongsan Ilchulbong. Por um minuto perdemos a entrada. Fizemos o check-in no hotel e fomos procurar algo para comer. Depois de visitar um bar tentamos comer frango frito. Aqui a falta de comunicação nos fez jantar nuggets! O frango frito vai ficar para a próxima.

O pôr do sol na região de Songsan Ilchulbong

Ventando bastante


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O segundo dia em Jeju

Depois de ter me queimado todo em Seul, quisemos começar o dia cedo, e foi o que fizemos. A primeira coisa que fizemos foi visitar o templo budista Bomunsa que ficava na montanha Sanbangsan, com vista para a praia. O templo havia sido fundado após um monge ter encontrado uma caverna no topo do monte e ter rezado lá. Além da beleza das construções coloridas, esse templo tinha uma vista bem legal. Diversas montanhas e acidentes geográficos gerados por atividade geotécnica são classificados como patrimônio da Unesco, como era o caso aqui.

O templo Bomunsa fica na montanha Sanbangsan

Detalhe do templo

Perto do templo havia uma escarpa chamada Songakasan. Ela se localizava numa reentrância recortada pelo mar, o que tornava o cenário muito dramático. Como o sol estava a pino, não subimos a montanha e apenas a observamos.

Songaksan

Já era hora de comer e com a nossa fome, poderíamos comer bastante. Por outro lado, parar tanto tempo para comer acaba encurtando o tempo restante. Decidimos ir a um restaurante e comer algo rápido. No restaurante, que não havia ninguém, tivemos um pouco de dificuldade de entender o cardápio e de conseguir explicações. Fizemos um pedido que nos pareceu suficiente. 

As entradas, além de camarão e abalone

Cavalinha salgada

Porém, quando chegou, achamos que tínhamos sido enrolados, porque era pouca comida. Começamos a comer, era pouco mas estava muito bom. Começamos com uma cavalinhz salgada junto de vegetais. Depois de um tempo, chegou arroz, sopa, um outro peixe inteiro, abalone, começamos a nos preocupar se aquilo não era demasiada comida. Conseguimos acabar com tudo, até mesmo com nosso plano de comer pouco.

Sopa de frutos do mar

Peixe espada

Ainda havia muito o que fazer no dia e seguimos para as cachoeiras Cheonjeyeon. O ponto para o qual o GPS do carro nos levou era diferente daquele que tínhamos marcado no mapa, mas deu certo. Compramos os ingressos e começamos a caminhada, para o lado errado. Quando começamos a caminhar notamos que não havia ninguém, que não havíamos passado por nenhum controle de ingressos, vimos carros. Resultado, caminhamos uns vinte minutos entre o erro e a correção, mas chegamos num templo e aproveitamos para dar uma olhada por fora. De volta ao caminho tudo estava muito bem organizado.

O vale pela qual passavam as cachoeiras

O percurso englobava três cachoeiras e uma ponte enorme. A primeira cachoeira só tinha água quando chovia, a segunda era a mais bonita de todas e a terceira era apenas longe e chato de chegar com muitos, mas muitos degraus. Entre a segunda e terceira cachoeiras atravessamos uma ponte enorme sobre o vale e chegamos num complexo de construções religiosas. A ponte em si era bem interessante pelo tamanho.

A segunda cachoeira

A ponte

A seguir fomos ver outra escarpa, chamada Jusangjeoli, o passeio foi rápido, porém interessante. Uma parte das rochas ali havia se cristalizado de maneira distinta formando cristais hexagonais. Não foi a primeira vez que vimos este fenômeno. Além disso, outra coisa que impressionava era a localização bem próxima ao mar.

Jusangjeoli, a escarpa dramática

Antes do próximo ponto, a Pri encontrou um café muito legal no caminho e paramos lá para comer e tomar algo. O nome do café era Onol, o ar-condicionado estava muito bom e a decoração era bem moderna. Pedimos um affogato (que aqui ele escrevem apogato, o que me indica que não têm o fonema efe) e uma bebida de café especial deles, ambos muito bons. Era o que precisávamos naquele momento.

Café Onol e um monte representado

Ainda tínhamos mais uma atração para visitar, a cachoeira Sojeongbang. Essa é uma cachoeira que desagua no oceano, algo que não é tão comum, na Coréia, ela é a única do tipo. Foi, sem dúvida, a cachoeira mais bonita que vimos na ilha.

Antes de chegar à cachoeira

A cachoeira Sojeongbang

Findo o roteiro turístico, era hora de visitar o mercado. Depois de escrever estas palavras reflito que o mercado também não é uma atração turística em si, ou se devemos classificá-lo como atração gastronômica. Até porque eu considero parte da viagem visitar supermercados, bom, isso é uma discussão técnica não tão importante.

A ilha produz diversas frutas cítricas

Esse mercado tinha de tudo, lojas vendendo produtos de casa, souvenirs, vegetais, peixes, frutos do mar, e comidas de rua. Provamos de tudo que nos ofereceram, mas como ainda estávamos sem fome, fomos a um bar fazer hora. Tive direito de provar três cervejas, escolhi provar a IPA, a Christmas Ale e a Stout de pasta de amendoim. A última tinha um sabor muito forte, optei pela IPA, que era frutada e a que mais gostei. Do nosso lado um casal de coreanos mais velhos puxou papo e nos ofereceu um doce feito de farinha de arroz com uma tangerina dentro. Os doces da Ásia não me convencem.

Voltamos ao mercado para decidir o que comer, começamos com um recheado com creme de camarão. Ficamos na dúvida entre comer num restaurante estilo bar japonês, os famosos izakayas, ou comer outras coisas mais rápidas. Resolvemos nos registrar para aguardar uma mesa e fomos dar uma volta. Em menos de três minutos fomos chamados e voltamos.

A porta do izakaya

Onde a mágica acontece

Nosso lugar era do lado do assador, pudemos ver a técnica de preparo dele. Também vimos como o rapaz que recebe os pedidos finaliza os pratos. Pedimos dois corte de porco, sendo um deles, a papada, que só tem 200 g por animal, o outro era pescoço. Também fiquei curioso para comer os vegetais grelhados, tinha berinjela, abobrinha, cogumelo e cebolinha. Também pedimos um par de espetinho de carne e frango. Recebemos diferente molhos, com destaque para o wasabi com alho. Ah, estes espetinhos vinham com um ovo semi-cru temperado.

Vegetais e espetinhos

Aguardando a comida chegar

Amanhã temos uma trilha no Monte Hallasan.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

A Ilha de Jeju

No sul da península da Coréia há uma ilha bem grande chamada Jeju e ela é o nosso próximo destino. Como houve alteração em nosso vôo de ida para a Coréia, tivemos um dia extra em Seul, mas o plano inicial era começar nossa visita por esta ilha.

Depois de chegar ao aeroporto, pegamos o carro e fomos ao centro da cidade de Jeju, a maior na ilha e com o mesmo nome, para comermos um prato cujo principal ingrediente era carne de porco preto. Este é um porco com pêlos pretos, que dão origem ao nome. Os entendidos notam diferença na carne, não sei se por conta da espécie ou da criação.

O restaurante ficava na rua do porco preto

Fomos a um restaurante que servia apenas dois cortes de porco, barriga e pescoço. Ambos preparados numa bandeja de ferro fundido que era aquecida em cima de um fogareiro, individual por mesa. Como entrada nos serviram uma parte bem macia do porco fatiada com pequena espessura. De acompanhamento havia muita coisa, alho, kimchi (conserva temperada de repolho), nabo, acelga, salada de macarrão com maionese, óleo de gergelim temperado, um preparado de peixe que tem a consistência ligeiramente esponjosa, ovos preparados como omelete em água, sopa de vegetais com tofu, molho de anchova, salada de broto de feijão, além das versões do kimchi e da salada de broto de feijão que vão na chapa.

O churrasco de barriga de porco

A carne principal, em si, é muito gordurosa. Um pouco dela e já temos a sensação de saciedade. Isso foi o mesmo que sentimos quando comemos o bife de Hida, wagyu, no Japão. Talvez, se além de um pouco de barriga também fosse servido outro corte menos gorduroso, tivéssemos gostado mais. Não foi ruim, mas a comida foi tão pesada que não nos despertou a vontade de comê-la novamente.

Passeamos um pouco pelo centro da cidade e a Pri me arrastou para fazer uma caricatura. Isso antes de nos dirigirmos ao nosso próximo destino que exigiria uma viagem pela estrada na ilha. Começamos pelo norte da ilha e nos deslocamos para o sudoeste. 

Parecidos?

Como toda minha educação é brasileira, aprendi pouco sobre a história ou geografia do extremo Oriente, e por isso sugiro que confiram o mapa da Coréia e apreciem a sua posição em relação à China e ao Japão. A posição geográfica de um país determina várias coisas, a mais óbvia é o clima, que por sua vez dita o que pode ser cultivado naquele lugar. A proximidade, em geral, mas nem sempre, determina o tipo de solo, fauna e flora. E por fim, a geografia aproxima culturas e gostos. Falei tudo isso por conta do chá verde, que é produzido em regiões específicas de três países: Uji, no Japão, Jeju, na Coréia do Sul e Zhejiang, na China. Na China ele não se limita a essa região.

No Museu de chá Osulloc

E como dito, estamos na região produtora na Coréia, e portanto aproveitamos para visitar o museu de chá verde da marca Osulloc. Neste pouco tempo em que estivemos na Coréia já notamos que esta marca aparece em vários lugares, especialmente em lojas próprias vendendo chá e outras bebidas baseadas nele. A caminho do museu já vimos as plantações de chá se estendendo por vastas áreas.

Tudo de matcha: matcha latte, sorvete de matcha e sorvete de matcha com bolo de rolo

A fábrica fica num pequeno monte e abrigava uma loja enorme, além de contar um pouco da história do início da plantação e desenvolvimento do cultivo. Também há uma loja vendendo produtos e um café vendendo bebidas e doces, além de contar com um restaurante com pratos salgados também desenvolvidos utilizando o chá verde como temática. Também há uma loja de outra marca compartilhando o mesmo espaço, além de uma plantação a qual tivemos acesso.

Plantação de chá verde

Depois da visita, que gostei bastante, fomos a uma fábrica de cerveja que leva o nome da própria ilha. A fábrica era enorme, o bar da fábrica também. Eu fiquei na dúvida do que pedir, para começar não tinha IPA, depoiis, pedi cerveja da torneira e o atendente me disse que eles estavam com um problema fiscal e por isso não podia me vencer. No entanto, disse-me que se eu comprasse um set com duas cervejas ele podia me vender. 

Jeju beber company

Comprei e ainda ganhei uma cerveja sem álcool, mas com grau de amargor alto. Essa foi uma surpresa positiva. A outra cerveja, uma wit, levava tangerina, que é um produto local muito famoso. As cerveja estavam boas.

Tonéis caracterizados

Fomos tentar pegar o pôr do sol na praia de Hyeopjae, no oeste, para ver o sol descendo na água. Tivemos de andar para chegar num ponto legal. Na caminhada passamos por uma orla cheia de estátuas e muitas casas de estilo mais rústico. Foi interessante porque havia algumas pessoas pescando no porto.

Buscando o pôr do sol em Hyeopjae

Essas estátuas estavam por toda a ilha

De noite penamos para encontrar um restaurante, visitamos três até conseguirmos jantar no quarto restaurante. A busca valeu a pena, paramos num restaurante muito bom com um cardápio fechado. Comemos sashimi de peixe branco, abalone, sopa de frutos de mar, vegetais em conserva, e outros quitutes. O restaurante nos pareceu ser familiar e o atendente era muito simpático. A família parecia trabalhar duro e isso sempre me comove, sempre penso em como nossos problemas sempre parecem pequenos perto dos problemas dos outros. Ao pagar, o atendente nos pediu que escrevêssemos uma mensagem em português para ficar no quadro, o que fizemos. Ao chegar no carro, a Pri lembrou que não havia tirado foto da mensagem e ainda sugeriu dar uma gorjeta, que não é costume aqui. Voltei ao restaurante e fiz os dois. Foi um excelente fim de dia.

Quase noite

Abalones em chamas