O plano para hoje era ir para o templo Bulguksa, que ficava um pouco afastado e devia ser alcançado de ônibus. Novamente, o ônibus estava cheio e demorava cerca de uma hora para chegar.
O templo é bonito, mas diferentemente do Japão em que há dois tipos de templos, aqui os templos sempre são budistas. Isso os torna uma música de uma nota só, o que acaba variando é a localização e algum detalhe.
O principal complexo do templo
Em detalhe a entrada que estava fechada
O que parecia ser o pátio principal do complexo
De todos os modos, visitamos o templo e foi lá que provei um suco de leite com ginseng. Vou falar que eu gostei muito, o ginseng deixa um gosto ardente na garganta.
Detalhe da porta
O pátio principal visto de ângulo com vantagem
Voltamos para a cidade e buscamos um restaurante que servisse Ssam-bap. O nome do restaurante era Jeong-rok Ssam-bap, em alusão ao seu prato principal. Basicamente, esse prato é basicamente folhas que são usadas para embrulhar diversos recheios, por isso, novamente, recebemos muitos pratinhos com comidas distintas. Dessa vez havia muita coisa e comemos bastante.
Ssam-bap, a variedade de recheios era enorme
Depois de terminar, como estávamos perto das tumbas, demos outra volta por lá, andamos novamente pelos campos floridos e chegamos à vila Hanok, caminhamos e passeamos até escolhermos um café para sentar e tomar algo.
Campo de lavanda, além de bonito, tinha um aroma gostoso
No quintal da casa em que ficava o café
Dentro do café, ou dentro de uma casa em estilo Hanok
Uma coisa que notamos aqui é que, como no Japão, a imagem é importante e muitos negócios anunciam o que vendem de maneira visual. Mas aqui, em geral, é uma televisão que exibe os produtos. Vi pratos sendo preparados, gente dirigindo kart, artesãos trabalhando em suas criações.
Como já estava de noite, demos uma volta pela ponte, que fica incrível com a iluminação noturna. Passeamos um pouco pela ponte, fomos para o centro da cidade e fizemos um jantar leve, gyoza.
A ponte Woljeonggyo
Detalhe da entrada da ponte Woljeonggyo
A ponte Woljeonggyo, foto tirada do meio do rio
Voltamos para o hotel e fomos comprar alguns utensílios domésticos, dentre eles compramos pinças com garras na ponta, grades para descansar carne pronta e tesouras para cortar alimentos.
Uma tumba com efeito de luz, à noite
Gyoza, ou mandu em coreano
Ontem havíamos notado que o horário de viagem para Jeonju era muito cedo, seis da manhã, e isso nos faria acordar muito cedo nos dando quase que dois dias inteiros nessa cidade. Depois de verificarmos onde ficava a estação de trem e o que havia para visitar em Jeonju concluímos que era cedo demais sem motivo.
Decidimos que poderíamos comprar outra passagem e pedir o reembolso da original. Foi isso o que fizemos, conseguimos realizar a operação e agora já estávamos tranquilos pela mudança. Com a tranquilidade de quem não precisaria acordar excessivamente cedo, fomos dormir.
A gente pegou diversos feriados nesta visita à Coréia do Sul. Para nós, intrépidos viajantes, o significado do feriado é que as coisas podem fechar e pode haver muito trânsito e indisponibilidade de passagens de transporte público.
Em Busan (que lemos Pu-san) não percebemos muitas coisas fechadas, mas como escrevi anteriormente, o mercado Jagalchi estava fechado. Em nossas pesquisas, já sabíamos que em Seoul os palácios tinham as entradas gratuitas. Mas, em termos práticos, pela escolha que fizemos de itinerário (baseado na melhor logística de movimentação), o problema poderia ser o deslocamento para Gyeongju (novamente aqui, lemos ki-eong-dju).
Como a viagem era curta, tínhamos a esperança de não ter problemas comprando as passagens, que só abririam para quem não mora na Coréia um mês antes da data da viagem no trecho. Dito e feito, conseguimos comprar as passagens.
A viagem de trem foi bem tranquila, porém, a estação em Gyeongju ficava um pouco afastada do centro da cidade. Para chegar ao hotel tivemos de pegar um ônibus que nos adicionou mais uns 30 minutos de deslocamento, praticamente o mesmo que o tempo de viagem entre Busan e Gyeongju. O hotel era bom, fizemos o check-in, redistribuímos as coisas entre as malas, pegamos uma muda de roupa para trocar e deixamos as malas guardadas na recepção.
Enquanto eu esperava a Pri trocar de roupa no banheiro, um cara se aproximou de mim e começou a falar em hebraico, perguntando se éramos israelenses. Respondi que era brasileiro e que por acaso falava hebraico. Ele pareceu meio confuso. Como estamos no feriado de Sucot, ele me ofereceu um lulav (uma planta cuja forma lembra uma folha de palmeira fechada, pontiaguda e longa) que havia ganhado de um emissário do Chabad (este é um grupo de judeus ortodoxos hassídicos, de origem européia que tem como missão levar o judaísmo alegre a todos os judeus do mundo) de Seul.
Eu agradeci e falei que não queria a planta. Só quando ele foi embora depois de conversar que notei que ele tinha o lulav dentro da mochila, em riste como uma antena de comunicação, como teria um soldado responsável pela comunicação em décadas anteriores.
Uma pequena explicação, na festividade de Sucot, que relembra o período em que o povo judeu esteve morando em cabanas no deserto (e que marca o fim da estação da colheita, sendo essa a origem que me parece mais provável), é costume utilizar quatro espécies de plantas distintas para realizar bençãos.
Há diversas interpretações a utilização de quatro espécies. Uma delas diz que cada uma das espécies representa um tipo de personalidade que há em comunidades, outra é que elas representam partes do corpo humano, mas independentemente das interpretações, a conclusão é que se faz necessário haver unidade e que as partes funcionam corretamente em conjunto. Voltando...
A Pri chegou e seguimos nossa viagem. Nossa primeira parada foi uma padaria que era especializada em apenas uma única coisa, doce recheados de pasta de feijão doce (Hwangnam-ppang). A linha de montagem deles era organizada e era possível ver do salão o que se passava na cozinha, que era aberta e ficava logo atrás do balcão. Há montanhas de pasta de feijão e diversas estações de trabalho onde os funcionários preenchem os bolinhos antes de irem para o forno assar.
A padaria que servia Hwangnam-ppang
Montanhas de pasta de feijão doce
Novamente, esse é mais um exemplo de que as sobremesas que provamos no extremo oriente não fazem o meu gosto. A Pri até gosta destas coisas, mas para mim não dá, não é o que eu gosto.
O docinho
Estávamos a caminho dos grandes montes de terra (voltaremos a eles em detalhes) que são a marca característica de Gyeongju, quando vimos um ponto de ônibus muito bonito e uma estrutura de madeira protegendo um sino, destes que normalmente vemos em templos. Lendo um pouco, a Pri notou que em poucos minutos se daria uma cerimônia, esperamos e logo a seguir vieram algumas pessoas para tocar o sino. Um era o responsável pelo cuidado do local, percebemos isso porque ele tinha uma chave, além dele, uma família o acompanhava.
A estrutura que abrigava o sino
Ele subiu as escadas e abriu uma portinha que dava acesso ao sino. A família o acompanhava, ele deu algumas instruções para a família e, se revezando, as crianças tocaram o sino ao seu comando. Outras pessoas se juntaram para ver o que estava acontecendo e começaram a filmar também.
O sino
Um lindo ponto de ônibus
Caminhamos um pouco e chegamos no museu que explicava o que era toda essa área cheia de montes, entramos. O museu, acho que por conta do feriado ainda, oferecia entrada gratuita. Lá aprendemos o que eram estes montes de terra que salpicavam toda a região turística em que estávamos.
Um monte ou uma tumba?
Estes montes na verdade são tumbas onde os reis do Reino de Silla (de I AEC a X EC) eram enterrados. O museu detalhou a construção destas tumbas, começando com a escavação de uma área retangular onde uma espécie de armação de madeira com divisórias era repousada. Esta servia como divisória para a disposição do corpo, objetos pessoais e animais também. Depois disso, diversas camadas de pedras, terra, mais pedras, barro, argila, e finalmente grama eram despejados.
Vista da estrutura interna
O posicionamento do túmulo
O resultado são os diversos montes que vemos por todo o centro histórico. Até hoje ainda se investigam estes montes, que foram classificados pelos japoneses como algo menor.
Aliás, os japoneses, durante a ocupação entre 1910 e 1945, já haviam se deparado com alguns elementos encontrados por crianças retirados destas regiões. Eles chegaram a criar uma empresa para explorar o local, mas acabaram por não dar muita importância ao que ali havia, por sorte eles não entenderam do que se tratava e assim muita coisa foi preservada.
Em vez de entrar diretamente no parque onde havia uma grande parte destas tumbas, fomos à principal rua de comércio na região turística. Essa rua é extensa, cheia de restaurantes e lojas de diversos tipos. Além dessa rua principal, há ruas secundárias que se espalham em torno dela, aumentando a área para exploração. Vimos lojas de soju, roupas, lembranças turísticas, artesanatos, artigos de meditação e até uma loja de um personagem de quadrinhos holandês que parece fazer muito sucesso aqui: Miffy.
As lojas na rua tinha todas esse aspecto
Depois de uma pequena volta nessa rua, voltamos para o parque com as tumbas para dar uma volta e ver mais de perto. O que mais impressiona é a dimensão de cada uma delas, e além disso, se pararmos para pensar, a ideia destas tumbas lembra muito as pirâmides egípcias, ambas sendo o local de repouso de governantes, construídas com esforço público e que serviam como monumentos. No caso destas tumbas aqui, uma cerimônia acontecia no evento representando o enterro.
Paisagismo na área em que ficavam as tumbas
Outra tumba importante
Seguindo mais adiante no centro histórico, avistamos a torre de observação astronômica, tida como a mais antiga na Ásia, ou pelo menos no extremo oriente. A torre em si não é muito impressionante como construção, o que mais impressiona é a vontade de observar o céu de maneira ordenada. O local onde a torre ficava era um descampado, onde perto havia campos de diversas flores, como lavanda, por exemplo.
A torre astronômica
A torre astronômica e seus arredores
Já com fome, resolvemos procurar algo para comer. Nossa primeira opção era muito longe de onde estávamos, então partimos para a segunda opção, um restaurante na vila Hanok. Por toda a Coréia do Sul há vilas Hanok, que é o estilo de construção tradicional deles, com telhados pontudos, telhas escuras e com arquitetura peculiar.
O letreiro do restaurante de 300 anos de Gyochon
O nome do restaurante escolhido é "A 300 years restaurant of Gyochon". Algumas curiosidades, primeiro, tudo na Coréia que vem do inglês é traduzido com artigo definido, o que indica que essa deve ser uma característica da língua deles. O número de anos é uma alusão à história da família Choi, dona da mansão em que fica o restaurante e representante da tradição de generosidade, e, finalmente, Gyochon é a localidade onde fica a vila tradicional.
A casa que abrigava o restaurante
Experimentamos dois pratos feitos à moda de Gyeongju: bibimbap e bulgogi. O primeiro é um mexidão, mas que não chega à mesa misturado, você é que precisa misturar os ingredientes. Os elementos variam, mas em geral tem arroz, carne, vegetais, no caso aqui broto de feijão, cenoura, algas, dentre outras coisas. O segundo é um prato que consiste de fatias marinadas, levemente adocicadas, e grelhadas de carne. Mais uma vez a mesa vem recheada de entradinhas.
À esquerda, Bibimbap, ao centro, Bulgogi
Uma curiosidade é que na maior parte das mesas há essa gaveta com os talheres
Do restaurante fomos caminhando em direção ao Museu Nacional de Gyeongju, mas para isso, deveríamos atravessar o rio Mancheon através da linda ponte Woljeonggyo. Essa é uma ponte reconstruída, como muitas coisas na Coréia, toda de madeira e cheia de detalhes. Do outro lado ficava o museu.
A ponte Woljeonggyo
O Museu Nacional de Gyeongju tem porte médio, ele é composto por alguns edifícios, mas o edifício principal tem apenas um andar e formato quadrado. Dentro deles há a história de povoamento da região desde o período paleolítico, passando por instrumentos de pedra lascada, indo ao neolítico com instrumentos de pedra fundida, depois começamos a ver instrumentos de bronze, ferro e a evolução dos reinos na região.
Adagas de bronze e pedra polida
Vasos de cerâmica
Há diversos artefatos bem interessantes representando as diversas épocas e com diversas utilizações, como potes de cerâmica, espadas, coroas de ouro, elementos de ornamentação. Outro edifício tratava da religião budista e de sua chegada à Coréia.
Coroa de ouro e ornamentos
Ornamento de coroa
Chaleira com formato de animal
Ornamentos diversos
Depois da visita ao museu, nos encaminhamos para o Palácio Donggung onde ficava o lago artificial Wolji. No caminho vimos uma plantação que se repetia muito, de cor verde intensa, eram campos de arroz.
Campos de arroz
Como chegamos no final da tarde, pudemos ver o palácio de dia e também o acendimento das luzes e o efeito que elas causavam tanto nas construções quanto no lago artificial. Aqui, como em outros lugares, sempre notamos um relevo no piso e alguns círculos, que marcam locais de futuras construções. O governo da Coréia vem reconstruindo diversos palácios e monumentos pelo país. O que é mais interessante é que isso é feito com base nos projetos originais! Imaginem só, o governo dos diversos reinos sempre mantiveram registros de tudo o que acontecia e não é diferente com os projetos das construções pelo país inteiro.
Palácio Donggung e lago Wolji
Detalhe dentro do palácio Donggung
Dali buscamos uma cervejaria local onde provei uma IPA e uma porter. Antes de sentarmos, a Pri resolveu comprar uma batata doce frita. Qual não foi a nossa surpresa ao morder a primeira "batata" e perceber que o que quer que fosse, aquilo era borrachudo e com um gosto diferente de batata. Somente depois de pesquisar descobrimos que era lula preparada para ficar no formato de palito e depois frita com algum pó em volta para dar sabor.
A "batata" e uma cerveja
Ainda tínhamos de jantar antes de ir para o show da torre astronômica. A cidade de noite fica bem bonita já que várias partes da cidade são iluminadas.
Tumbas de noite
Torre de observação astronômica de noite
Após busca e deliberação, escolhemos comer no restaurante Hwangnam galbi,que servia como principal prato galbi. Este é um cozido de carne em caldo aromático. Como muitas vezes, quem finaliza o cozimento na mesa somos nós, ou, como somos turistas, quem o faz é um dos atendentes.
As entradas que acompanhavam o galbi
Galbi de costela de boi
Esse prato era feito com costela de boi, como sempre, diversas outras coisas acompanhavam o prato, inclusive uma sopa de kimchi e tofu, famosa por aqui. Além disto tudo, pedimos também macarrão para acompanhar. Novamente pudemos ver o uso de tesoura para cortar a carne e um fogareiro para manter o calor e cozinhar o prato.
Já estava perto da hora do segundo show noturno, então voltamos para a torre de observação astronômica que tinha uma apresentação de luzes. Ela foi bonita, mas não acrescentou muito em termos de conhecimento.
Destaque do show noturno
Outra projeção
O dia hoje foi muito cheio, mas teve muita coisa interessante por toda a cidade. Amanhã deve ser um pouco mais calmo.
De acordo com o que havíamos planejado, iríamos para uma região a sudoeste do hotel, onde pegaríamos um teleférico entre dois pontos da costa. Porém, chovia de manhã, e como diz o ditado em Yiddish, "Men tracht und Gott lacht ', em Português: "Os homens planejam e Deus ri".
Então mudamos os planos, primeiro comprei um guarda-chuva baratinho na loja de conveniência 7 Eleven que ficava no mesmo edifício do hotel, depois fomos visitar os mercados tradicionais de roupa e de comida que ficavam nas cercanias do hotel. Aliás, aqui vale um parênteses sobre as lojas de conveniência.
Meu primeiro contato com esse tipo de loja foi nos EUA, depois elas surgiram no Brasil, quase sempre associadas a postos de gasolina, mas foi no Japão que as vi em sua melhor forma. Isso, por que lá estas lojas são abastecidas por fábricas de comida cujos produtos são incríveis. Aqui tentaram fazer algo parecido, porém, muitas vezes não há a variedade de sanduíches que gostaríamos, isso quando há sanduíches.
Voltando ao roteiro do dia, primeiro entramos no mercado de comida. O café da manhã dos coreanos é muito diferente do nosso. Eles tomam sopa, comem panquecas, e coisas que a gente associa a refeições como almoço e janta. Todavia estamos na Coréia e, portanto, devemos fazer como os coreanos.
Uma das diversas lojas no mercado
Os produtos à venda
Entramos num restaurante que vendia este tipo de refeição e compramos duas panquecas, uma de feijões mungo e outra de cebolinha com frutos do mar. Cada uma tinha um gosto característico e eu gostei de ambas. De acompanhamento (ou entrada) recebemos uma tigelinha de sopa de peixe e um molhinho picante de shoyu.
Panquecas de cebolinha com frutos do mar e feijões mungo
Andamos bastante nesse mercado e vimos muitas outras vendas de comida. Passamos ao outro mercado onde havia lojas vendendo outros produtos. Devo confessar que eu esperava ver menos vendas deste tipo na Coréia. O que associamos com um país desenvolvido é que tudo seja mais formalizado, ou ao menos com aspecto mais profissional.
Onde tomamos café da manhã
Isso mostra que olhar indicadores como PIB ou PIB per capita não são suficientes para contar toda a história. Há tentativas de medir o grau de desenvolvimento de um país, mas nada é definitivo e captura o estado geral. Aliás, talvez a medida nem deva ser feita consolidando um país, mas sim regiões ou até cidades.
Quando saímos do mercado, caminhamos pela rua em que estivemos ontem, que abrigava muitas lojas. Caminhamos nela em direção a um shopping para visitar as lojas que estavam fechadas por conta do feriado. A Pri havia estado lá no dia anterior, mas não conseguiu adiantar nada. Hoje fomos na Uniqlo, que é uma loja de roupa japonesa com preço excelente e boa qualidade. Compramos algumas peças nela.
Se aproximava a hora do almoço e fomos visitar o mercado de peixes Jagalchi. Infelizmente ele estava fechado porque estenderam o feriado. Fizemos uma pesquisa do que gostaríamos de comer e começamos a buscar pela área. No primeiro restaurante em que perguntamos, recebemos uma negativa, mas a moça foi muito simpática escrevendo no meu telefone o endereço do tipo de restaurante que eu buscava, chagando até a compartilhar a internet do restaurante em que ela trabalhava para me mostrar no mapa.
Essas placas "Eu amo lugar" estão por todos os lados do mundo. Basta!
Os restaurantes atrás do mercado (ou na frente), dependendo da perspectiva seja de um peixe ou de um ser humano
Começamos a andar em direção ao restaurante que ela nos havia indicado, quando a Pri me perguntou se não valia a pena comer algo por lá mesmo, já que a atendente havia sido tão legal. Voltamos! Pedimos uma enguia na brasa, camarão, um refrigerante de abacaxi, uma cerveja e um soju, que é um fermentado de arroz com teor alcoólico próximo ao de vinho, já que queríamos provar.
Sempre nos servem muitas entradinhas
Uma cerveja, um soju e muitos copos
A comida antes do preparo
A comida havia sido suficiente para a Pri, mas eu ainda queria provar o Nakgopsae, que é um cozido de polvo, intestino de boi e camarão. Caminhamos até a indicação dada pela moça, não encontramos exatamente o restaurante, mas achamos outro bem próximo. Pedi a porção individual que foi preparada numa panela na nossa mesa. A comida era de fato muito interessante. Aliás, aqui há muita coisa diferente e há muitos pratos para provar.
A comida cozinhando
O resultado
De noite havia um show de drones especial para o feriado de Chuseok. O plano era pegar um ônibus para chegar à praia onde seria o show. O ônibus estava lotado, foram mais de quarenta minutos de trajeto. Eu me senti um gringo indo à Copacabana. A organização em si era boa e o show foi interessante. Foi a primeira vez que vi um espetáculo destes ao vivo. O show foi muito curto, a prévia com luzes projetadas na ponte durou mais do que a parte principal.
A ponte onde na região onde ocorreria o show
Os drones em ação
Quando o espetáculo terminou, fomos em busca de uma cervejaria que se especializava no estilo alemão de cerveja. Provei duas cervejas, sendo uma de centeio e outra uma lager lupulada. Pedimos o frango (asinha e drumete) temperados para acompanhar. Voltamos para o hotel em outro ônibus cheio por mais quarenta minutos.