Nosso voo chegou em Roma às 13:25, no dia seguinte nosso voo era às 10:00, então pegamos um hotel próximo ao aeroporto, já que esse horário de partida implicaria em chegar no aeroporto perto de 7:00. Já havíamos feito isso quando viajamos para o Japão, nosso voo nos obrigou a ficar uma noite em Zurique. e pegamos um hotel próximo ao aeroporto para otimizar tempo de deslocamento.
Algo parecido já havia me acontecido indo para o Brasil por Frankfurt, os hotéis até nos davam transporte gratuito para o aeroporto. Porém chegamos em Roma, e a Itália é tão latina quanto o Brasil. Sair do aeroporto para chegar ao hotel foi uma dificuldade.
Para começar, o shuttle até o hotel não saía com muita frequência, o ônibus municipal nos deixou longe da entrada do hotel, além de ter um sistema de cobrança que me lembrou a década de 1980. O motorista cobrou pessoa a pessoa e entregou um ticket para cada um que já havia comprado a passagem.
Para chegar ao hotel, que pudemos avistar assim que saímos do ônibus, tivemos de dar uma volta de quinze minutos, carregando uma mala de alça de vinte quilos. Cheguei lanhado no ombro por conta da alça, suando em bicas e transtornado com aquilo.
Bom, não havia tempo para estas coisas menores. Rapidamente tomamos um banho, nos trocamos e corremos para pegar o shuttle que saía do hotel em menos de vinte minutos do momento em que terminamos o check-in.
O shuttle nos deixou no aeroporto novamente, corremos para a estação de trem e pegamos o expresso Leonardo que deveria levar trinta e dois minutos ao centro de Roma, estação Termini. O trajeto demorou um pouco mais, mas não havia problema, já estávamos em Roma.
A primeira providência foi tomar um belo café expresso na estação mesmo. Aquela concentração de cafeína por mililitro que só se encontra na Itália. Nossa primeira parada foi uma norcineria, que é uma loja que tradicionalmente vende produtos suínos, mas não se restringe a eles.
No caminho havia uma praça e na praça havia um quiosque que vendia sorvetes. Compramos os nossos favoritos, pistache e chocolate amargo. Nada se compara aos sorvetes italianos, que sabor, que cremosidade.
Continuamos caminhando, quanto mais nos afastávamos da estação central, melhor as coisas ficavam, já que aquela não é uma região muito bonita ou agradável. Entramos no modo passeio, saboreando o sorvete enquanto caminhávamos. Não demorou muito e chegamos ao nosso primeiro destino.
Ficamos completamente deslumbrados quando chegamos à loja. Já conhecedores, pegamos uma senha e aguardamos ansiosamente nossa vez para sermos atendidos. Assim que fomos chamados, já perguntei ao nosso atendente se preferia que falássemos em inglês ou espanhol. Ele disse que eu podia escolher, optei pelo espanhol, por ser uma língua latina, acho que ficaria melhor.
Já pedimos de saída guanciale, 600 g, e bacon, 400 g. Pedimos queijo pecorino e parmigiano reggiano, um pedaço grande de cada. Pedimos também mortadela de Bolonha, uma com pistache e uma sem.
Avaliamos os azeites e pedimos recomendação. Pegamos uma garrafa. Vimos aceto balsâmico, já tínhamos em casa, então pegamos um molho com base nele. Depois de tudo isso, pedi ao nosso atendente, Manolo, para provar uma fatia da mortadela, já que a Pri havia me pedido. Ele prontamente nos atendeu, agradeci, paguei e peguei a mercadoria.
A loja era muito grande, aproveitamos um balcão ao fundo para organizar um pouco a mochila, enquanto planejávamos o próximo passo. Nisso, Manolo nos aborda com dois sanduíches de mortadela num pão feito lá mesmo. Que maravilha! Estes caras sabem como ganhar um cliente!
Devoramos o sanduíche felizes da vida, saímos da loja, novamente agradeci efusivamente ao nosso atendente. Que felicidade, com pouco tempo já estávamos na quarta parada e até agora tudo estava indo excelentemente bem.
Antes de chegar em Roma, a Pri havia pesquisado uma loja de artigos de couro. Ela queria comprar algumas coisas, mas chegando na cidade ela estava mais tendenciosa a passear. Eu insisti para que fôssemos à loja, ela ainda estava em dúvida porque seriam trinta minutos andando. Eu falei que não importava, que tínhamos de ir lá ver o que ela já havia visto online.
No caminho passamos por uma loja que havíamos visitado em Florença e que já tínhamos visto em Roma na outra vez, mas que então não tinha nada interessante. Dessa vez havia tempo. Entramos e ela escolheu um cinto. Descobrimos que embora os cintos fossem bem compridos, eles acertam o tamanho na hora.
Pronto, ela já tinha um artigo. Mas esta não era a loja destino. Caminhamos um pouco mais e chegamos à loja Leonardo. Assim que entramos a Pri já avistou a bota que queria, ela experimentou dois tamanho, andou para cá e para lá e decidiu qual tamanho iria levar.
Foi olhar cintos e escolheu um que lhe pareceu o melhor. Ainda comprou um presente para o pai, que tal como o trem e como a loja, se chama Leonardo. Na hora de pagar, falei que daria a bota de presente para ela. Felicidade dupla, ganhar presente e ser a bota que ela queria.
Pedimos a indicação para o vendedor que nos atendeu de um lugar para comer carbonara e pizza romana. Ele disse que só conseguia ajudar com a segunda indicação, já que por motivos religiosos não comia carbonara. Eu brinquei que uma semana no Brasil e ele esquecia isso tudo.
Fomos para o local indicado, que ficava na praça onde também ficava o Pantheon. O restaurante tinha uma fila enorme, mas pelo menos visitamos o monumento histórico que a Pri mais tinha gostado em nossa última viagem.
Olhei no mapa e encontrei um restaurante indicado pelo ChatGPT. Assim que entramos pedi uma pizza romana e a massa carbonara. O garçom nos disse que eles eram conhecidos pela pizza napolitana, mas que podia fazer uma pizza estilo romana. Bom, a pizza veio no estilo napolitano, que eu não sou fã, mas a massa estava excelente.
A esta hora a Pri já estava morrendo de sono, praticamente pescando. Fomos andando até o metrô, passamos pelas escadarias da Praça de Espanha, entramos no metrô e pegamos o trem em direção à estação Termini. Lá compramos o ticket para o expresso Leonardo e por questões de minutos conseguimos pegar o trem rápido que já estava por sair.
Ao chegar no aeroporto, mais de trinta minutos depois, notamos que chovia. Tentei conversar com o motorista do shuttle, mas ele havia dito que não sairia naquela hora. Chamei a Pri, que havia tirado a foto dos horários de saída, e com a ajuda de mais um passageiro, convencemos o motorista a sair naquele momento. Havia pouco tempo até o dia seguinte, mas pelo menos dormiríamos numa cama e não no avião.
Amanhã pegaremos o voo e assim terminará mais uma visita à Ásia.















Um comentário:
Una splendida conclusione del viaggio!! 🍦☕️🍕
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