O dia hoje prometia, nossa primeira atividade era subir o monte Hallassan, localizado no centro da ilha. Ele foi o principal vulcão que deu origem à ilha. Do hotel até a entrada desta trilha demoramos cerca de uma hora, no caminho já podíamos sentir o ar esfriar. Aliás, o caminho era lindo, arborizado e a estrada boa de dirigir.
A caminho do monte Hallassan
Há diversas trilhas que podem ser feitas, queríamos uma que pudéssemos fazer num período razoável com uma vista bonita. Escolhemos a trilha Eoseungsaengak, que nos levaria a uma caldeira desativada com vista para o pico mais alto. A trilha era muito bem sinalizada, parte com degraus de madeira e outra parte com piso de madeira. Ao longo da trilha havia equipamento de comunicação, informações, deve ter sido a trilha mais organizada em que estive. A caminhada não foi difícil, mas era bem íngrime, então demoramos uns 40 minutos até o topo, que ficava 1169 m acima do nível do mar.
O início da trilha
De lá, a vista era muito bonita. Com os binóculos instalados pudemos ver o ponto mais alto da ilha, o aeroporto no norte e outros pontos de interesse. A volta foi mais rápida. Embora a descida exija menos fôlego e menos perna, ela é mais dura com os joelhos, que é o que atualmente mais me incomoda.
Uma vista panorâmica
Quando terminamos a trilha, tínhamos de decidir entre ir direto para a região do Seongsan Ilchulbong, que é outra montanha com origem vulcânica, onde se daria o show das pescadores Haenyeo ou visitar a vila folclórica Seongeup. Fizemos as contas e conseguimos encaixar a visita à vila. Está é habitada há 600 anos, o que é impressionante pelo tipo de lugar que é. As casas são todas construídas com rochas vulcânicas, porém nem todas têm o mesmo acabamento, algumas sendo bem modernas.
A entrada da vila
Bonequinhos tradicionais
Além das casas habitadas, há também edificações conservadas para a manutenção da história. Infelizmente não tivemos acesso ao edifício do ferreiro, e além disso o laguinho não tinha água, mas alguns outros edifícios estavam abertos à visitação.
Uma casa com ares modernos
Eu particularmente fiquei bem interessado nessa vila, sempre fico impressionado com a engenhosidade da nossa espécie. Esse não é o primeiro exemplo de construção em pedra que eu visito e sempre fico admirado de como faz tanto tempo que já desenvolvemos a engenharia civil.
Telhado de palha e mureta de pedra vulcânica
Saímos da vila em direção ao local do show das pescadores haenyeo, estas são senhoras atualmente na faixa de 70 a 80 anos que mantêm a tradição de pesca e coleta de frutos do mar. A necessidade é a mãe da inovação, e esse é mais um exemplo. Numa época de necessidades, as mulheres se viram obrigadas a buscar no mar o sustento de suas famílias, e daí surge essa tradição. Ventava muito nesse dia e o mar estava agitado, foi isso o que fez com que o show fosse cancelado neste dia. A Pri queria muito assistí-lo e ficou bem chateada de não poder fazê-lo.
Como o cancelamento abriu espaço no nosso dia, tínhamos algumas opções, antes de decidir resolvemos almoçar. A Pri escolheu uma sopa de frutos do mar, que dentre outras coisas tinha abalone, camarão, polvo, siri e mexilhões. Eu escolhi uma sopa gelada de macarrão de trigo sarraceno, que para manter a temperatura vem com gelo dentro. De entrada, pedimos uma panqueca de cebolinha e frutos do mar. Essa panqueca foi a minha parte preferida do almoço.
Panqueca de frutos do mar
Sopa fria com macarrão de trigo sarraceno
Sopa de frutos do mar
Uma coisa interessante é que embora os abalones raramente produzam pérolas, seus interiores têm as cores metálicas iridescentes que os moluscos produtores de pérola possuem. Aliás, a madre-pérola vem daí, são as mães das pérolas.
Ao vivo as cores são mais vívidas
Depois de avaliar as opções resolvemos ir visitar o complexo geológico chamado de tubo de lava Manjanggul. A extrusão de lava se dá diversas vezes, a primeira acaba se solidificando e criando uma espécie de parede externa, à medida que mais lava é expelida, a nova lava vai arrancando material das paredes e do teto, além de escorrer pelo piso. Esse fenômeno vai alargando a caverna. Às vezes a lava entra por outros pontos e forma estalactites e estalagmites. Essa caverna se estendia por mais de 7 km, porém a área de visitação era de apenas 1 km. Além disso, a caverna só foi descoberta porque a parede da entrada colapsou.
A entrada do passeio
A caverna
Mais caverna
Na volta paramos num café com uma vista linda. Ficamos lá um pouco antes de seguir viagem.
Café com leite com mais café que leite, expresso e torta
A vista privilegiada
Estávamos um pouco longe de nosso hotel, que era bem próximo de onde haveria o show que fora cancelado. Voltamos para a região do show para tentar subir o Seongsan Ilchulbong. Por um minuto perdemos a entrada. Fizemos o check-in no hotel e fomos procurar algo para comer. Depois de visitar um bar tentamos comer frango frito. Aqui a falta de comunicação nos fez jantar nuggets! O frango frito vai ficar para a próxima.
O pôr do sol na região de Songsan Ilchulbong
Ventando bastante



















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