segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O primero dia em Busan


Como estávamos um pouco cansados, dormimos um pouco mais do que o habitual. Em vez de tomarmos café pela região em que nos hospedamos, decidimos já ir para a região que visitaríamos, por isso pegamos uma hora de ônibus para Haeundae.

Calmamente fomos buscar um café para tomar, no caminho de um estabelecimento que a Pri havia marcado no mapa, havia uma padaria com fila vendendo apenas um produto, pão de sal. Esse pão é muito comum aqui, e neste lugar a única opção de compra era um conjunto de quatro pães que vinham numa sacola bem bonita.

A padaria

A padaria trabalha numa linha de produção, a fila do caixa tem até aquela divisória que vemos em bancos no Brasil, ela desemboca numa máquina onde a opção única é exibida. As únicas escolhas que podemos fazer é sobre o idioma da tela e a forma de pagamento.

O pão de sal

Logo depois de pagar, nos movemos e recebemos nossa sacola com os pães. Atrás vemos a produção onde os pães são feitos e embalados. O negócio me pareceu muito bom, a escolha única nos obriga a comprar quatro unidades. Além de facilitar a logística, ainda garante um mínimo de vendas.

O local onde ficava o café era muito próximo ao mar

Seguimos nosso caminho e encontramos o café que estava marcado no mapa. Um pouco difícil de encontrar, já que ele ficava no segundo andar de um prédio localizado numa ladeira. Além de uma vista muito bonita, o lugar era muito bem decorado e o café espetacular.

Estética minimalista

Cenário de filme

Um capuccino e um latte

Saindo do café fomos para uma linha de trem que faz um curto trecho margeando a costa. Além do trem, há um outro meio de transporte suspenso para duas ou quatro pessoas. O nome deste é Sky Capsule, mas esgota muito rapidamente. Já havíamos visto mesmo antes de chegar na Coréia que não conseguiríamos ir num destes. O que não esperávamos era que o trem fosse lotar e o horário disponível ficasse para 14:30 da tarde. Agora, este horário fixo não fez muito sentido para a gente, sobretudo porque é possível sair em diversas estações no caminho e voltar a embarcar. 

Visto que estávamos com esse horário mínimo para iniciar esse trecho da visita, resolvemos fazer o resto que tínhamos para esse dia. Primeiro subimos a uma enorme torre de 416 m de altura, chamada de Busan X The Sky. O elevador levou por volta de 48 s para chegar ao centésimo andar, e de lá pudemos ver boa parte da cidade do alto. Busan é muito espalhada e do alto isso fica nítido, há diversas montanhas cortando a cidade, além de rios e praias que tornam a cidade tão acidentada como o Rio. Além da vista para diversas regiões, lá há uma ponte de vidro que nos permite passar de um lado a outro apreciando a enorme altura que nos separa da terra.

Esse elevador faz poucas paradas

As três torres de dia

A vista lá de cima

Ainda com tempo para pegar o trem costeiro, fomos a uma feira de comida de rua. Estas feiras são uma boa oportunidade para provar os acepipes locais sem nos comprometermos com uma porção muito grande. Ali provamos gyoza de kimchi no vapor, bolo de peixe, que é uma folha feita de peixe e alguma farinha para dar a consistência necessária para cortar e enviar no palito, provamos também makgeolli, o vinho coreano de arroz.



Uma loja vendendo quitutes de polvo

É comum ver estas panelas para demonstrar as comidas disponíveis para venda

Nosso horário já se aproximava e voltamos para o parque onde ficava a primeira estação do trem costeiro. Embarcamos e, dentre os possíveis locais para desembarque escolhemos dois, o primeiro foi uma vila de pescadores chamada Cheongsapo. A coisa mais marcante da vila eram dois faróis, um branco e outro vermelho. Além de diversos restaurantes, havia um pier, um porto e o ponto final da cápsula que eu havia comentado antes. Ficamos pouco menos de uma hora e embarcamos novamente no trem.

Os dois faróis de Cheongsapo

Os dois faróis de Cheongsapo e nós

A passagem de um bondinho e uma cápsula pelo cruzamento

Nossa segunda parada foi numa estrutura metálica elevada, muito acima do nível do mar, com piso de vidro. Ela avançava mar adentro e o piso translúcido nos deixava ver o mar abaixo. Era interessante, mas nada do outro mundo.

O apêndice de vidro

Pegamos o trem novamente e dessa vez fomos até a última parada. Dali pegamos um táxi e fomos ao templo Haedong Younggungsa. Antes de começar a visita ao templo, comemos algo que tem bastante por aqui, corndog. Isso basicamente é uma salsicha com uma massa em volta. O que é melhor nessa iguaria são os molhos que podemos adicionar. 

O templo se vendia como o mais bonito da Coréia, porém um título apropriado seria o templo mais cheio da Coréia. Ele de fato era bonito porque ficava à beira do mar, mas já vimos outros no mesmo estilo no Japão.

O templo Younggungsa, o sinal não significa dinheiro!

Depois da visita voltamos de ônibus até a estação final do trem turístico e quando embarcamos, depois de meia hora de espera, já era noite. Desembarcamos no local de origem do passeio, caminhamos pela orla até a região do mercado. Ainda na orla entramos numa cervejaria e depois, já próximo ao mercado, onde também havia muitas lojas e restaurantes, visitamos um segundo bar. Aqui provei duas cervejas e fiquei surpreso com o sabor.

Já se aproximava o horário da janta e encontramos um restaurante servido a tradicional sopa de porco coreana, dwaeji-gukbap. A sopa é quase insossa são os temperos que a acompanham que dão gosto e, devemos adicioná-los de acordo com nosso gosto. Ainda pedimos uma bandeja de carne e salsicha tradicional coreana para acompanhar. Aliás, essa linguiça é uma surpresa, já que o recheio é feito de sangue e macarrão de arroz, deixando a consistência muito diferente das linguiça que conhecemos. Na volta, passamos mais uma hora no ônibus até chegarmos ao nosso hotel.

A base da sopa

O prato de proteínas




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