quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O segundo dia em Jeju

Depois de ter me queimado todo em Seul, quisemos começar o dia cedo, e foi o que fizemos. A primeira coisa que fizemos foi visitar o templo budista Bomunsa que ficava na montanha Sanbangsan, com vista para a praia. O templo havia sido fundado após um monge ter encontrado uma caverna no topo do monte e ter rezado lá. Além da beleza das construções coloridas, esse templo tinha uma vista bem legal. Diversas montanhas e acidentes geográficos gerados por atividade geotécnica são classificados como patrimônio da Unesco, como era o caso aqui.

O templo Bomunsa fica na montanha Sanbangsan

Detalhe do templo

Perto do templo havia uma escarpa chamada Songakasan. Ela se localizava numa reentrância recortada pelo mar, o que tornava o cenário muito dramático. Como o sol estava a pino, não subimos a montanha e apenas a observamos.

Songaksan

Já era hora de comer e com a nossa fome, poderíamos comer bastante. Por outro lado, parar tanto tempo para comer acaba encurtando o tempo restante. Decidimos ir a um restaurante e comer algo rápido. No restaurante, que não havia ninguém, tivemos um pouco de dificuldade de entender o cardápio e de conseguir explicações. Fizemos um pedido que nos pareceu suficiente. 

As entradas, além de camarão e abalone

Cavalinha salgada

Porém, quando chegou, achamos que tínhamos sido enrolados, porque era pouca comida. Começamos a comer, era pouco mas estava muito bom. Começamos com uma cavalinhz salgada junto de vegetais. Depois de um tempo, chegou arroz, sopa, um outro peixe inteiro, abalone, começamos a nos preocupar se aquilo não era demasiada comida. Conseguimos acabar com tudo, até mesmo com nosso plano de comer pouco.

Sopa de frutos do mar

Peixe espada

Ainda havia muito o que fazer no dia e seguimos para as cachoeiras Cheonjeyeon. O ponto para o qual o GPS do carro nos levou era diferente daquele que tínhamos marcado no mapa, mas deu certo. Compramos os ingressos e começamos a caminhada, para o lado errado. Quando começamos a caminhar notamos que não havia ninguém, que não havíamos passado por nenhum controle de ingressos, vimos carros. Resultado, caminhamos uns vinte minutos entre o erro e a correção, mas chegamos num templo e aproveitamos para dar uma olhada por fora. De volta ao caminho tudo estava muito bem organizado.

O vale pela qual passavam as cachoeiras

O percurso englobava três cachoeiras e uma ponte enorme. A primeira cachoeira só tinha água quando chovia, a segunda era a mais bonita de todas e a terceira era apenas longe e chato de chegar com muitos, mas muitos degraus. Entre a segunda e terceira cachoeiras atravessamos uma ponte enorme sobre o vale e chegamos num complexo de construções religiosas. A ponte em si era bem interessante pelo tamanho.

A segunda cachoeira

A ponte

A seguir fomos ver outra escarpa, chamada Jusangjeoli, o passeio foi rápido, porém interessante. Uma parte das rochas ali havia se cristalizado de maneira distinta formando cristais hexagonais. Não foi a primeira vez que vimos este fenômeno. Além disso, outra coisa que impressionava era a localização bem próxima ao mar.

Jusangjeoli, a escarpa dramática

Antes do próximo ponto, a Pri encontrou um café muito legal no caminho e paramos lá para comer e tomar algo. O nome do café era Onol, o ar-condicionado estava muito bom e a decoração era bem moderna. Pedimos um affogato (que aqui ele escrevem apogato, o que me indica que não têm o fonema efe) e uma bebida de café especial deles, ambos muito bons. Era o que precisávamos naquele momento.

Café Onol e um monte representado

Ainda tínhamos mais uma atração para visitar, a cachoeira Sojeongbang. Essa é uma cachoeira que desagua no oceano, algo que não é tão comum, na Coréia, ela é a única do tipo. Foi, sem dúvida, a cachoeira mais bonita que vimos na ilha.

Antes de chegar à cachoeira

A cachoeira Sojeongbang

Findo o roteiro turístico, era hora de visitar o mercado. Depois de escrever estas palavras reflito que o mercado também não é uma atração turística em si, ou se devemos classificá-lo como atração gastronômica. Até porque eu considero parte da viagem visitar supermercados, bom, isso é uma discussão técnica não tão importante.

A ilha produz diversas frutas cítricas

Esse mercado tinha de tudo, lojas vendendo produtos de casa, souvenirs, vegetais, peixes, frutos do mar, e comidas de rua. Provamos de tudo que nos ofereceram, mas como ainda estávamos sem fome, fomos a um bar fazer hora. Tive direito de provar três cervejas, escolhi provar a IPA, a Christmas Ale e a Stout de pasta de amendoim. A última tinha um sabor muito forte, optei pela IPA, que era frutada e a que mais gostei. Do nosso lado um casal de coreanos mais velhos puxou papo e nos ofereceu um doce feito de farinha de arroz com uma tangerina dentro. Os doces da Ásia não me convencem.

Voltamos ao mercado para decidir o que comer, começamos com um recheado com creme de camarão. Ficamos na dúvida entre comer num restaurante estilo bar japonês, os famosos izakayas, ou comer outras coisas mais rápidas. Resolvemos nos registrar para aguardar uma mesa e fomos dar uma volta. Em menos de três minutos fomos chamados e voltamos.

A porta do izakaya

Onde a mágica acontece

Nosso lugar era do lado do assador, pudemos ver a técnica de preparo dele. Também vimos como o rapaz que recebe os pedidos finaliza os pratos. Pedimos dois corte de porco, sendo um deles, a papada, que só tem 200 g por animal, o outro era pescoço. Também fiquei curioso para comer os vegetais grelhados, tinha berinjela, abobrinha, cogumelo e cebolinha. Também pedimos um par de espetinho de carne e frango. Recebemos diferente molhos, com destaque para o wasabi com alho. Ah, estes espetinhos vinham com um ovo semi-cru temperado.

Vegetais e espetinhos

Aguardando a comida chegar

Amanhã temos uma trilha no Monte Hallasan.

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