segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Dia 2: Shinjuku e Ura-Harajuku

Dormimos muito para compensar a falta de sono do longo voo, por isso acordamos mais tarde, perto das 8:00. Por toda a cidade há lojas de conveniência, aproveitamos e tomamos o café da manhã numa delas, a 7-eleven.


Aliás, o inglês dos japoneses é um tópico à parte. Impressiona a falta de domínio deles, bem como a pronúncia que sempre adiciona vogais ou adaptam fonemas. Brasil vira Burajiru, Daniel Danieru, Priscila Purishira e assim por diante. 


Na loja de conveniência comi meio sanduíche de pasta de ovos, um sanduíche de peito de frango empanado e um onigiri, um triângulo de arroz recheado. Escolhi o recheio de ameixa em conserva, umeboshi. A Pri tomou um café com leite gelado de máquina e comeu meio sanduíche de pasta de ovos. Esse sanduíche de ovo é muito bom, ele é ao mesmo tempo cremoso e tem pedaços.

Loja de conveniência 7-eleven

Uma coisa que me chamou a atenção é que há muita propaganda sonora nas ruas. Há alto falantes em todos os postes, passam carros com sons, as lojas têm propaganda para fora. É um contraste enorme com o silêncio geral. 

A rua vista da estação de trem

Nosso plano era visitar o parque Yoyogi, na qual ficava o santuário Meiji, um lindo templo Shinto. Aliás, o shintoísmo é a religião originária do Japão. Ela não é uma religião organizada, mas um conjunto de crenças comuns. Nela há diversos deidades ou espíritos, kamis, um para cada coisa, por exemplo, agricultura, guerra, amor, etc. Esse templo específico é dedicado ao imperador Meiji, que foi um imperador que promoveu reformas com o objetivo de trazer o país para a era industrial. 

Santuário Meiji

Um dos portões de entrada

Vimos oferendas de barris de sakê, no Japão é comum que empresas façam oferendas e suas marcas sejam exibidas. Pede-se proteção e êxito nos negócios. As pessoas têm pedidos diversos, mas usam a mesma ideia de crenças ocidentais que conhecemos, oferenda em troca do que querem.

Barris de sakê com invólucro

A rua pela qual passamos tinha de tudo, avisos, lojas, e uma destas era algo que é uma febre aqui, Gachapon. Estas são lojas com diversas máquinas nas quais você pode inserir moedas e em retorno recebe uma espécie de miniatura ou brinquedo de plástico. As pessoas colecionam isso, há também lojas em que você precisa pegar o prêmio com garras. Este tipo de loja tem em todos os lugares que visitamos até agora.

Gachapon, máquinas de quinquilharia com probabilidade

Antes de chegar à estação de trem que pegaríamos, avistamos um templo no meio desta rua completamente movimentada e resolvemos entrar. Nos santuários já sempre um portão tradicional de entrada, torii, logo depois vem uma estação com água para purificar o corpo. 


Um crente, ao entrar no templo, se curva ligeiramente, uns 15 graus, antes de passar pelo torii, se purifica e se encaminha para o local de oferendas. As oferendas são feitas numa construção em formato de caixa, feito de pedras, no topo há uma grade. Você deve curvar-se duas vezes, bater palma duas vezes e curvar-se uma vez mais. A oferenda financeira, em geral em forma de moeda, é feita no final do processo. Recomenda-se entrar no santuário com o coração e sentimentos puros.

A entrada de um templo na rua

O parque em si é muito grande e o templo muito bonito, dividido em seções. Cada direção tem um portão e uma entrada. Inclusive, pudemos ver algumas cerimónias acontecendo. Sem dúvida um casamento ocorreu e, talvez, alguma cerimônia de outra família com seu filho. 

Procissão de casamento

A quantidade de turistas no templo era enorme, aliás, a quantidade de gente que há em Tóquio impressiona, mas o que de fato chama a atenção é a organização e o senso de que há o próximo. Eles aqui sempre tentam andar no lado correto da rua, não falam alto, são sempre educados. Já vimos diversas vezes as pessoas se despedindo na rua se inclinando umas para as outras sem dar as costas. É um ritual interessante.


Ainda no templo, compramos umas lembrancinhas e escrevemos um pedido com desejos e aspirações. Demos mais uma volta e fomos visitar uma outra parte do parque. Descansamos num banco enquanto decidíamos o que fazer depois.


A Pri escutou uma música e quis ver o que era, embora nosso plano fosse ir para a região central de Shinjuku. Essa acabou sendo uma ótima decisão porque encontramos um festival de comida da empresa Rakuten, que é uma plataforma enorme de e-commerce e diversos outros negócios.

Um dos diversos corredores de comida

Uma das partes do festival visto de cima

Além das barracas de comida havia um show de bandas japonesas que se revezavam no palco. Dentre os quitutes, comemos gyoza de frutos do mar, cogumelo flambado com molho bechamel e queijo, um filé de wagyu A5 e depois um mochi. Ficamos rodando lá um tempo até irmos para a região de Ura-Harajuku. Essa região tem diversas lojas e ateliers, ela foge um pouco da rua Takaiyashi, que aparentemente deu início à cultura “fofinha”, que são as roupas e desenhos mais infantis. 


Deve haver algo mais profundo que tenha dado origem a este estilo, já que parece um pouco infantilizar adultos. Mas sem um conhecimento mais profundo, fica difícil entender o  que acontece.


A rua Takaiyashi tem uns cafés com animais, você pode entrar para acariciar porquinhos e até capivaras. Fico imaginando quanto tempo leva até eles trocarem os porquinhos que tenham crescido muito e agora vão passar pela engorda até virarem bacon. 

A entrada da rua Takaiyashi

Detalhe para a gente no painel

A região de Ura-Harajuku tem mais ateliers e lojas menores, mas também algumas bem famosas, como a Onitsuka Tiger, que é o nome antigo da Asics. Essa loja parece ser bem concorrida e os produtos eram bem caros. Visitamos algumas lojas: @cosme, Uniqlo, Ugg, Pandora, Anker, e outras. Muitas destas lojas ficavam numa rua muito bonita chamada Omote-Sando, essa região é muito legal.

Rua Omote-Sando

Nossa próxima parada foi o prédio do governo de Tóquio, toda noite há um show de luzes e assistimos a um deles. São alguns shows de aproximadamente 15 minutos. Um deles que me chamou a atenção foi o show do Pacman.

Prédio governamental com show

Emendamos logo o jantar, optamos por ir ao Omoide Yokocho. Está é uma rua muito apertada que passam no máximo três pessoas em paralelo. Nela há uma infinidade de bares colados uns nos outros, cada um servindo suas especialidades. 


Escolhemos um que tinha uma churrasqueira na porta de entrada. Pedimos espetinhos de partes de porco(intestino delgado, fígado, língua, coração e cabeça, que imagino que seja algum erro de tradução), cogumelo shitake e cogumelo trompete, sardinha, enguia grelhada, vieiras e camarão. O preferido da Pri foi o camarão, eu ainda estou em dúvida. Ainda tomei uma cerveja.


O bar era apertado e tinha personalidade

A experiência no bar foi muito curiosa, a dona do bar e seu filho falavam inglês razoavelmente bem. Cada vez que um cliente saía, nos pediam para nos movermos uma cadeira para o lado, nos afastando da porta. Cabiam no máximo dez clientes por vez do encosto do assento era a parede, de tão apertado.

Entrada do Yokocho Omoide

O ambiente era esfumaçado, juntando os subprodutos do carvão e dos cigarros. Quando finalmente se termina de comer, se sai pelo banheiro compartilhado cuja porta fica nos fundos. O banheiro era obviamente misto!

Dentro do Izakaya


Houve alguma confusão na hora de pagar por algum erro de anotação, imagino que tenham perdido um pedido e que ainda tenham se confundido com tanta movimentação entre cadeiras. Ainda comemos um onigiri frito que nos foi oferecido. Obviamente pagamos por ele e pelo couvert, que foram edamames.


Dia cheio, amanhã será outro dia cheio.


sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Dia1: Chegada em Tóquio

 


Faz bastante tempo que não escrevo no blog, não por falta de viagens, mas por não ter viajado tanto para lugares novos. É verdade que conheci a Grécia e Chipre e algumas cidades novas na Holanda, mas acabei não me animando de escrever. Desta vez vai ser diferente, vamos para o Japão. Para um brasileiro, um lugar tão exótico quanto distante. Todo lugar de longe é sempre melhor, e já a antecipadamente eu sei de qualidades e problemas do Japão. Sem dúvida a organização vai me agradar, o silêncio e a cordialidade também. 


A viagem é via Suiça, já que estamos saindo de Israel. Vamos dormir em Zurique e pegar o voo no dia seguinte, com 13 horas de duração. Vamos passar por Tóquio, Matsumoto, Takayama, Shirakawa-go, Kanazawa, Kyoto, Nara, Hiroshima, Miyajima e Osaka, antes de voltar a Tóquio para o retorno.


No nosso avião conhecemos um cara que mora há 30 anos no Japão. Ele trabalha como intérprete e tem uma clientela grande. Olha como são as coisas, os descendentes de japoneses não se empenham para aprender o idioma de seus ancestrais.


O aeroporto de Tóquio me surpreendeu pela quantidade de controles pelos quais passamos. Primeiro uma mulher verificou se tínhamos preenchido a ficha de entrada, depois tentaram coletar nossas digitais e foto, em seguida passamos pelo controle propriamente dito, lá de fato conseguiram coletar nossas digitais, tiraram foto e carimbaram nosso passaporte. Depois, na saída, novamente tivemos de passar o passaporte numa máquina para poder sair do aeroporto.

Chegando no aeroporto


Mesmo sem despachar mala, ficamos em torno de uma hora e meia até sair dali. O próximo passo foi descobrir como usar o transporte público, isso também não foi das tarefas mais simples, já que até quem fala inglês aqui, fala enrolado. Acabamos descobrindo como pegar o trem até Tóquio e como usar um cartão que tem aqui para pagar por transporte e outras compras.


Pegamos um trem para a estação Tóquio, que é uma estação Central, deixamos nossas malas em um locker e já começamos a viagem! É incrível que possamos confiar na segurança e já deixarmos nossas malas assim. 


A estação Tóquio é enorme, a quantidade de gente, lojas, linhas, corredores e escada rolantes é desnorteante. Passamos em dois lugares de informação até conseguirmos guardar a mala e sair corretamente da estação. Bom, uma vez fora já fiquei impressionado com duas coisas: a rua era muito mais limpa do que se pode esperar de uma cidade tão grande e com tanta gente, e segundo, que a rua era muito silenciosa. 

Hotel na estação Tóquio

Não é que não haja sujeira ou que as pessoas não falem, simplesmente há muito menos sujeira e as pessoas falam num volume muito menor. Particularmente, isso me agrada muito. Também notei que em geral as pessoas andam como quem dirige, mantendo o posicionamento no lado correto. Aqui em Tóquio se dirige como na inglaterra, então na escada rolante esperamos na esquerda.


Nossa primeira parada foi um restaurante de estilo esteira, onde pedidos são feitos num tablet e chegam muito rapidamente à mesa. Primeiro nos registramos num computador para conseguirmos a mesa, aguardamos nosso número, uma vez chamados, nos dirigimos à nossa mesa e começamos os pedidos. No final, indicamos no mesmo tablet dos pedidos que queremos fechar a conta e pagamos em outro computador na saída. Não é necessário falar com ninguém.

Restaurante de esteira

Esse primeiro restaurante é um dentre muitas redes que servem sushi dessa maneira, provamos algumas coisas diferentes como três tipos de atum, com variação experimental de gordura, ouriço do mar e outros peixes daqui. Eu esperava mais da qualidade mesmo para uma cadeia de restaurantes, não é que estivesse ruim, apenas achava que ia ser melhor.


Ficava no famoso bairro Ginza, que era bem próximo da estação de trem, passaremos um dia nele, mas já passamos por lá! Próxima parada, castelo imperial. Não tão distante, caminhamos para a área do castelo Imperial, que já foi do shogun (lorde feudal) de todo o Japão. Os jardins e a área exterior são enormes e muito abertas. Vimos a ponte Nijubashi, que se localiza logo antes do castelo imperial. 

Ponte Nijubashi e Palácio Imperial

Voltamos para a estação, recolhemos nossas malas e fomos para o hotel, que fica na região de Shinjuku. Saímos novamente e fomos a uma loja que vende tudo que é tipo de quinquilharias, passando de roupas usadas, por cosméticos, eletrônica e até comida, incluindo carnes. Eu nunca vi nada tão caótico quanto essa loja, é como o camelódromo da Uruguaiana num só lugar e sem produtos falsificados. Se por um lado achei as ruas bem silenciosas, essa loja era muito barulhenta, como se fosse necessário injetar ânimo nas pessoas para que elas fizessem compras. 


Outra coisa que notei é que há muitas linhas de trem que cortam a cidade, há passagens pelas laterais e embaixo destas diversas linhas, mas não parecem ser locais perigosos. Isso é um contraste enorme com o que tenho de experiência do Rio. Na região em que estamos, os prédios são baixos, embora alguns poucos sejam mais altos. Parece  que as  coisas são feitas em miniatura, há algo distinto nisso.

Linhas de trem cortando a cidade

Passamos numa loja de conveniência aqui para ver os produtos. O que mais surpreendeu é que eles tem uma geladeira “quente”, para produtos como café e afins. Isso eu nunca tinha visto! Visitamos uma região cheia de restaurantes chamada Kabukicho, lá era mais barulhento, mas nem perto do que se poderia esperar.


Kabukicho em Shinjuku

Nosso jantar foi num lugar de ramen, aquela saborosa sopa japonesa. Primeiro ficamos num fila do lado de fora, pensei que seria para já sentar, mas nos chamaram para fazer o pedido, neste momento, ao entrarmos no restaurante todos nos saudaram. Feito o pedido, voltamos para a fila, esperamos nossa vez, sentamos e comemos. Eu pedi um estilo de ramen que tinha o macarrão separado da sopa, estava saboroso e era bem diferente do que eu normalmente como. A Pri fez um pedido mais tradicional, igualmente saboroso. Ao sairmos, novamente nos saudaram, como da primeira vez, o restaurante inteiro.

Restaurante Tatsunoya

Ramen com partes separadas

 Agora é dormir para encarar o segundo dia.




sábado, 1 de junho de 2019

Murano e Burano

Foi a minha melhor noite de sono. O albergue era muito silencioso, mesmo com uma festa rolando no pátio. Não entrava luz, tudo ajudou para dormir oito horas. Tentei tomar café num lugar indicado pela recepção, mas o lunar ao abria às nove e meia. Resolvi comer algo em Murano, destino da minha primeira parada.

Peguei o barco bem perto do albergue, aproveitei e me informei para saber como funcionava o esquema para ir ao aeroporto de barco. Para meu espanto o barco para Murano saiu na hora.

Havia bastante gente no barco, já que essa parada era a última em Veneza antes de seguir para as ilhas mais ao norte. O barco tinha um salão inferior com bancos que ficava na parte dianteira, perto de onde o condutor ficava havia espaço e as pessoas se aglomeravam em pé. Eu fiquei em pé na parte de baixo. Achei engraçado, é como um ônibus cheio onde as pessoas se juntam.

Detalhe da janela, do lado de onde eu fui em pé
Farol na ilha de Murano
Perto da parte na qual desci havia essa igreja, de Santa Maria e São Donato
Esse esquema de transporte em barco é curioso, o barco para em diversos pontos, como esperaríamos num serviço de transporte coletivo, mas como se trata de barco isso é muito diferente.
Detalhe da torre do relógio
O interior de uma loja com lindas peças de vidro
Eu fui para um ponto mais afastado da ilha para voltar caminhando. Assim que saí do barco encontrei um café e lá parei para comer algo. A ilha estava muito quieta, alguns turistas. Fui rodando por onde consegui, mas como todo estava fechado a movimentação era pouca. Mesmo assim vi diversas vitrines e consegui entrar em algumas lojas.

Eu tenho um interesse grande em design de produtos, desde muito novo eu me interesso por isso e inclusive cogitei estudar desenho industrial lá pelos dez anos de idade. Mas o tempo passou e o interesse continuou mais como algo secundário, como diversos outros interesses que tenho.

Já quando estive em Roma vi uma loja de utensílios com um design bem bonito que usava como matéria prima cristal sintético. Fiquei admirado pelas cores e desenhos de cada um dos produtos. Em Murano a coisa era mais artesanal, o que aumentava a admiração pelos artistas e o interesse pelos produtos.

Como meu café havia sido pouco, entrei num supermercado para comprar algumas coisas para comer. Comi, segui andando um pouco mais até chegar à rua principal. Também ela estava bem vazia e com tudo fechado. Resolvi ir para Burano.

Canal com igreja ao fundo
Muitas cores e o que é tradicional, roupas penduradas do lado de fora
Enquanto Murano é conhecida pela produção de vidro, Burano é conhecida pelas rendas. A cidade era muito menor e isto tornava factível visitar quase todas as ilhas. Comecei minha caminhada pelo porto, que parecia ser o único ponto de entrada na ilha através de transporte público. Diferentemente de Murano, o porto se situava na parte norte das ilhas.

Detalhe de rendas
Sempre há uma igreja, essa é dedicada à Santa Bárbara
Nessa região da Itália há muitas fachadas bonitas
As casas em Burano eram muito mais coloridas do que em Murano e como já passava das dez e meia, havia muita movimentação tanto de turistas quanto de lojas. Eu fiquei me perguntando por que as casas eram tão coloridas e tão diferentes do que víamos em Veneza ou mesmo em Murano.

Cores vivas mesmo no interior das ilhas 
Três casas no canal
Rodei por uns boa parte da ilha, enquanto o sol já estava a pino. O calor pedia uma cerveja, e foi isso o que fiz, comprei uma. Segui minha exploração e resolvi que era hora de voltar à Murano para ver as lojas abertas.

O barco já estava por chegar e muita gente fez o mesmo que eu. Quando desembarquei fiquei espantado com a fila enorme para tomar o barco. E as pessoas esperavam sob o sol. Comecei a ficar um pouco preocupado e pensei que talvez fosse melhor tentar pegar o barco noutra estação.

Logo nessa nova caminhada vi uma porta aberta pela qual os turistas se aglomeravam para ver o trabalho com vidro. Comecei o caminho para o museu, já estava perto da hora do almoço e achei que fosse boa ideia sentar para comer por lá.

Fabricação de vidro

Perguntei o tempo de espera num restaurante que parecia interessante, mas o garçom embora tivesse respondido à primeira pergunta, deu uma cortada na segunda falando que ia atender aos cliente. Foi a primeira vez que tive problemas de fala de educação nessa viagem.

Segui andando e achei um restaurante com gente mais simpática. Pedi um vinho da casa, mexilhões e um outro molusco chamado vongole em italiano que também é conhecido assim no Brasil. Como prato principal linguine na tinta de lula. A refeição estava muito boa, o local era um jardim agradável na parte interna de uma casa.

Vinho da casas com mexilhões e vongole
Linguine na tinta de lula
O jardim do restaurant
Já alimentado fui para o museu do vidro, que embora pequeno tinha peças interessantes e um vídeo explicativo de diversos processos. Os vídeos explicavam desde como fazer o vidro, passando por diversos processos. Como juntar partes de vidro, como criar mosaicos, como colorir, e assim por diante.

Parte interna do museu
Detalhe da divisão entre o final do corredor com arcos e o jardim
A vista do jardim
Depois da visita resolvi tentar visitar uma fábrica, mas não havia um horário fixo, o atendente estava toda hora avisando que se não houvesse gente suficiente não haveria passeio e tentou haver com que uma família de ingleses saísse a busca de mais participantes da demonstração.

Algumas peças expostas no museu
Desde muito cedo já havia produção
Peças modernas com o intuito somente artístico
Detalhe do lustre
No final o cara se aborreceu e foi embora. Eu estava sozinho e visita individual não aconteceria e então resolvi voltar para Veneza. Fui para um dos bares que havia visitado e que era perto do albergue. Provei diversos quitutes e mais cervejas.

Carne salgada e sanduíche
Bruschetta de gorgonzola com nozes e salaminho com alcachofra

 No final fui jantar num restaurante indicado, não sem antes ter temerão, sem sucesso, comer uma entrada noutro restaurante. As pessoas na Itália não conhecem o conceito de fila e eu não estava a fim de me comportar como numa chopada.

Spaghetti com molho de alcachofra, pistache e camarões. Decorado com algumas folha de endro 
Tiramisu
O jantar estava bom, comi um prato de macarrão com molho de alcachofra, pistache e camarões. Agora, a sobremesa vou um tiramisu espetacular. Cogitei ir comer novamente num outro restaurante, mas teria sido um exagero. Fui dormir feliz e com tempo suficiente para abordar tranquilamente no dia seguinte.

Um dos canais de Veneza à noite
De volta ao albergue fiquei de papo com um alemão que me contou que fez a viagem de trem da Alemanha até o Japão e numa outra oportunidade até o Irã. Achei incrível que alguém tenha feito isso nos dias de hoje. Parece um bom plano para o futuro.