domingo, 23 de junho de 2013

Dia 6: Ida a Isle of Islay

O dia ontem tinha sido muito bom e surpreendentemente ficou melhor. Saí de noite para procurar um pub com música ao vivo. Pedi informação na recepção e fui pra rua indicada. Entrei no primeiro pub no qual uma banda tocando músicas no estilo Rolling Stones de apresentava.


Quando fui comprar meu segundo pint vi dois caras discutindo. Fiquei de longe olhando. Um devia ter vinte e pouco do outro trinta e muito. Eles se ameaçavam com palavras, o mais novo ficava provocando com ligeiros tapas leves no outro. Eles acordaram sair do bar, mas os amigos foi mais novo não deixaram. 

Enquanto isso vieram os seguranças que primeiro olharam e depois foram conversar. Nunca vi uma suposta briga de bar tão educada e calma. No fim nada houve.


Fui conversar com um pessoal para ver se havia algo melhor para ser feito. Uma menina do grupo disse que estava na Escócia estudando o processo de fabricação de cerveja e destilação de whisky. Tá aí um curso interessante de verão. Bom, o proveitoso da conversa foi que ela me indicou o bar da Brewdog, uma das minhas cervejarias prediletas.

Fiquei extasiado quando entrei no bar! Quanta variedade, eu fiquei tão em dúvida que pedi ajuda pro camarada que estava atendendo. Aliás, uma placa sugeria exatamente isso.

Tomei na ordem:
* Hardcore IPA, com teor alcoólico de 9,2%
* Jack Hammer, com teor alcoólico de 7,4%
* Dead Pony, com teor de 3,8%

Todas muito lupuladas, cada uma com uma nota especial em seu lúpulo.
Saindo de lá achei uma boa ideia comer algo. Fui de kebab mesmo. No caminho e rápido.
Depois disso tudo dormi de uma às seis e fiquei rolando na cama até as oito. Dormir com tanta luz é uma tarefa difícil. O americano que me falou que não tinha problemas com a luz estava com a cabeça coberta. Que papelão.

Usei um dos vales e pedi o café da manhã inglês. Uma pedrada. Linguiça, chouriço, batata cozida em forma de torta, ovos fritos, torrada, tomate e bacon. Passei os últimos dois.
O café reforçado vai me ajudar porque hoje é dia de viagem. Vou para Islay e para isso tenho de ir a Glasgow antes.

Fui passear pelo Centro de Edimburgo, desci até o parlamento e do lado avistei a residência oficial da rainha na Inglaterra. Tinha uma montanha do lado, achei que era uma boa ideia subir para ter uma boa vista da cidade. Que boa ideia quando se tem pouco tempo, apenas um úteis e se veste calça jeans.
Andei por mais de uma hora, não cheguei ao topo, suei e fui ridicularizado por um senhor para o qual pedi informação.

Consegui subir bastante, mas tive de desistir e voltar. Bom, se não bastasse a cerveja e o whisky, agora tenho outro motivo para o retorno. Como a estação de trem era do lado do albergue, resolvi já pegar o próximo trem. Não gosto de horário apertado e gosto de fazer tudo com planejamento.



O painel de chegadas e partidas da estação de trens de Edimburgo.
Mas há coisas que não conseguimos prever na vida. A viagem de trem durou cinquenta minutos, foi bem tranquila. Cheguei em Glasgow e achei ótimo ter saído perto do centro.


Alguém tem medo de avião pequeno?

Fui olhando para uma bela praça que apareceu na minha frente. Notei um número grande de outros com colete amarelo, pareciam ser da polícia. Co também umas grades na beira da rua. Bom, perguntei como fazia para pegar o ônibus e recebi as direções. Continuei caminhando, vendo o centro, tirando fotos, e continuei orientando onde era o local para pegar o ônibus.

Prédio no centro de Glasgow.
Fui me aproximando do local da primeira indicação que obtive, porém, agora havia notado que o motivo da grade e pessoas de amarelo é que havia uma corrida de bicicleta na cidade. Perto do lugar que eu devia pegar o ônibus fui informado para voltar. Perdi minutos nessa história, mas o voluntário da organização me levou quase até o lugar. Sujeito muito prestativo.

Achei o ônibus, expliquei a situação e fui admitido sem problemas. A viagem foi rápida e tranquila. No aeroporto como um outro tipo de haggis e provei outras duas cervejas. Esse país é demais. A ilha fica na costa oeste da Escócia e se pronuncia Ai—lá.

Aliás, a Escócia tem uma história riquíssima. Eles estiveram em guerra com a Inglaterra por Asus, foram aliados da França, falam inglês há bastante tempo, tiveram clãs em disputas por séculos e é um país que não tem hino nacional. É muita coisa junta para entender em tão pouco tempo.

Chegando na ilha não havia ônibus porque era domingo. O taxista da cidade vai levar um pessoal e me buscar na volta. Nesse tempo de espera algumas pessoas vieram falar comigo e me deram indicações sobre a ilha. Muito legal essa recepção calorosa. O tempo hoje está feio, parece que ontem fez um belo dia. Vamos torcer para melhorar.

Boas vindas da esteira.
A hospitalidade do pessoal aqui é demais. No aeroporto enquanto eu esperava pelo táxi uma senhora me mostrou o mapa, perguntou se eu tinha como ir para onde eu ia. O taxista foi muito gentil e ficamos de papo sobre o tipo de vida aqui, sobre como as pessoas andam apressadas e estressadas. Falamos sobre economia, turismo, futebol, o de sempre. 

Chegando no albergue a recepcionista, uma senhora, estava explicando tudo sobre a Ilha para três americanos.Depois de terminar de atendê—los, me deu atenção e foi muito gentil. Quando falávamos do horário de  volta do ônibus, ela sugeriu que eu conversasse por lá. Eu disse que era brasileiro e sempre dava um jeito.

Ela me desafiando perguntou o motivo de eu ter vindo de táxi e não de carona. Expliquei que já tinha acordado com o taxista e que por isso esperei embora tivessem me oferecido carona. Ela elogiou minha atitude, eu fiquei pensativo. Será que há espaço para os bons nesse mundo?

Uma casa típica de Islay.
De todos os modos ele falou que tudo volta e que minha atitude tinha sido a correta. Vamos esperar. Consegui botar a roupa para lavar e fui para o restaurante. O que eu queria ir não estava servindo comida, então fui no do Hotel de Port Charlotte. Chegando pedi uma mesa, a cerveja dou servida na ante—sala. Esse lugar era bem interessante e aconchegante. A lareira estava acesa e o bar cheio. Pouco tempo depois fui levado ao andar inferior onde havia outro salão. Avistei os americanos e eles me convidaram para sentar com eles.

Apesar de parecer que a ilha é densa de casas, por esta foto, este é um detalhe de Port Charlotte, uma das poucas localidades com concentração de casas na ilha.
Nós nos apresentamos, descobri que eles eram da Louisiana e que um deles vai ser mudar pro Brasil. Os três eram bem inteligentes e conheciam muita coisa do mundo. Falavam sobre número de população, quantidade de habitantes, fatos sobre o mundo. Quebraram completamente o estereótipo do americano isolado. É sempre muito legal encontrar pessoas de bom nível intelectual e interesse no resto do mundo.

Detalhe da rua que beira o litoral em Port Ellen, onde ficavam as três destilarias que visitei.
De entrada pedi um guisado de frutos do mar que estava excelente. De prato principal pedi uma truta de um lago local. Provei três cervejas novas. Na hora de pagar as contas vieram juntas e um americano pagou tudo. Insisti em pagar minha parte mas ele de negou.

Interior do The Port Charlotte Hotel & Restaurant.
Como ficamos de papo escutando música tradicional ao vivo, paguei uns rodada de cerveja que foi quase o que eu fiquei devendo. Tem muita gente legal nesse mundo. A banda tocava vários instrumentos, acordeão, flauta, banjo e até o dono do bar cantou uma canção tradicional e gaélico.

Perto das dez, ainda claro, voltei para o albergue pois queria tirar minha roupa da máquina de lavar e colocar na de secar. Tive uma surpresa, minha roupa estava pendurada e alguns toalhas na máquina de lavar. Deve ter sido a recepcionista. Como há gente legal aqui.

Percebi que estava muito quente na lavanderia e deixei a roupa pendurada para pegar depois. Já era hora de dormir e fui pra cama.

Tranquilo e feliz. E cansado, dá pra notar?

sábado, 22 de junho de 2013

Dia 5: As Highlands e o Lago Ness

Acordei cedo de novo para ir pro passeio pelas Highlands. Fiz tudo com calma, já havia arrumado a mochila no dia anterior, só faltava comprar algumas coisas para comer no passeio.

Dei um pulo no mercado e comprei pão, uns frios e água. O sistema de pagamento aqui é legal. Você mesmo passa os itens no leitor, pré na sacola e paga. Uns poucos atendentes auxiliam.

De lá fui para o ponto de encontro. O guia era uma figura, usava o kilt, tradicional saia escocesa. Eu pensava que isso era roupa de ocasião especial, aparentemente não, já que vi vários pela rua.

O passeio foi a vários lugares. Primeiro a Pitlochry, uma cidadezinha que ficou famosa depois de ter sido chamada de a cidade mais bonita da Europa pela rainha Victória.

Depois passamos em Inverness, uma cidade maior a beira do Mar do Norte, de lá fomos para o Lago Ness.

Uma bela paisagem escocesa.


Esse Lago é famoso pela história do monstro, mas em si é bem bonito. Eu fiz um passeio de barco. O cenário é bem legal. Aqui nas Terras Altas há diversos lagos e rios, não sei se essa é a imagem que todo mundo tem, mas é a que eu tinha.

Curtindo o verão da Escócia no Lago Ness.

O monstro do lago Ness.
De vez em quando o guia fala sobre cenários usados no filme Harry Potter ou James Bond. A montanha, a escola, a estrada, sempre há algo.

As ruínas de um castelo.
Fizemos diversas paradas em paisagens muito bonitas. Ovelhas eram presentes em todo o caminho. Também o cheiro das montanhas era muito bom, adocicado e amadeirado.



Paisagem típica do interior da Escócia. Ovelhas pastando.

Tomei uma sopa de Haddock defumado que vou ter de conseguir fazer. Estava muito boa.

O passeio todo durou doze horas e quinze minutos e percorremos cerca de quinhentos quilômetros. Achei que valeu muito a pena para ver um pouco do interior do país.

Em boa parte do caminho a chuva nos acompanhou. Às vezes somente uma névoa.





sexta-feira, 21 de junho de 2013

Dia 4: Edimburgo

Ontem eu fui dormir meia noite para acordar às cinco. Foi uma noite mal dormida. Dormir com medo de perder horário é ruim. Acordava a cada hora conferindo o relógio. Eu também havia deixado o telefone carregando, o que me preocupou um pouco. No fim, acordei um pouco antes, saí do albergue com tempo e consegui descobrir onde era a estação de trem, comprar o ticket e ainda acertar a plataforma. O esquema de transportes aqui funciona muito bem, o trem me deixou dentro sou aeroporto, que por sinal era bem grande.

Estava frio no caminho, então peguei o casaco e o cachecol. Essas mudanças repentinas de temperatura são muito inconvenientes. Sempre dentro dos lugares está mais quente foi que deveria o que causa um tira—bota casaco. Além de também atacar a garganta.

Eu tenho escrito o blog no celular. Nesse albergue que fiquei os computadores rodam um sistema que não deixa nada ser feito, inclusive o site que uso para escrever fica estranho. Acho que vou ter de me render no futuro e considerar carregar um computador ou tablet.

No voo serviram o típico café da manhã inglês: ovos, salsicha (mas não aquela industrializada), cogumelos, tomate e bacon. Passei o bacon, estava muito nojento.

Chegando no aeroporto foi fácil encontrar o ônibus para o centro. É notável a diferença entre Londres e Edimburgo. No caminho já deu para notar. Aliás, não sei bem o porquê mas pronunciam É—dim—brá.
Saltei perto da estação de trem, que era em frente ao centro de turismo. O centro funcionava bem, consegui diversas informações que eu precisava.

Mas acho que só funciona em cidades menores. Edimburgo é bem característica, tem o centro turístico que é a cidade antiga. A cidade é dominada por um castelo, ele fica em um lado do que é chamado de Milha Real, nada mais que uma rua.

Nessa rua há diversas atrações. Eu cheguei completamente desorientado na cidade, mas por sorte vi uma multidão, fui conferir e notei que era um tour grátis. Fui com eles e foi bem proveitoso. Conheci várias histórias sobre a Escócia e os cidadãos daqui. Há muito para se conhecer e é bem difícil conhecer tudo, há de se escolher.

Visitamos alguns lugares que serviram de inspiração para a J. K. Rowling escrever Harry Potter. Há diversas referências a nomes num cemitério que visitamos e vimos a escola que lhe serviu de inspiração para Hogwarts.

Depois de visitar o mercado central antigo, histórias como se puniam as pessoas, os reis e tentativas de independência, fui para o castelo.

Detalhe da torre que domina o mercado municipal antigo.


Um dos prédios do interior do Castelo de Edimburgo.
Outro prédio do interior do castelo.
Visitei boa parte do castelo e consegui ir a um museu bem interessante: The Whisky Experience. A história do museu começa com a maior coleção particular de whisky no mundo. E o mais curioso, é de um brasileiro.


Lá vi que o processo de fabricação do whisky é uma continuação do processo de fabricado da cerveja a partir de certo ponto. O melhor do museu foi que ensinaram a olhar as características do whisky e ensinaram as principais características de quatro tipos de whisky, que variam de acordo com a região.
Depois de sair deste Museu fui para o centro turístico, eu havia decidido fazer o passeio de ônibus pelas Highlands. Já com tudo acertado, fui comer e provei o prato típico daqui, o haggis.


O haggis tem o formato de uma torta, embaixo vai uma base de carne com aveia formando uma cama, em cima uma mistura de batata e creme. Vou pegar a receita e fazer, é muito bom.

Haggis. Depois de provar outros, descobri que esse não é o formato padrão, foi, no entanto, o que eu mais gostei.

Uma cervejaria de Edimburgo.
Voltei para o albergue morto e disposto a dormir. Mas rolou uma confusão enorme. Entrei no quarto e a cama estava desarrumada. Fui à recepção e prontamente o atendente me ajudou. Depois de esperar, minha cama havia sido arrumada. Fui tomar banho. Quando estou no banheiro quase saindo alguém me pergunta quem estava dentro.

Achei estranho e respondi que esteva ocupado. Quando saí entendi o motivo da pergunta. O quarto era de um mesmo grupo, me puseram no quarto errado, tive de empacotar tudo de novo, mudar de quarto, enfim, trabalho. Como recompensa ganhei dos vales para tomar um café especial. 

Depois dessa história fiquei com fome e fui provar um outro prato, uma torta de cordeiro. Parecia um bolo de batata com carne moída de cordeiro, acompanhavam cenouras e ervilhas adocicadas, caiam muito bem. Provei mais dois tipos de cerveja.

Torta de cordeiro.
Gostei muito desse prato também. No quarto fiquei de papo com um americano mais velho que me emprestou um outro adaptador. Com um só preciso dividir o tempo entre o celular e a câmera. Decidi não sair, precisava muito dormir.

A "catedral" de Edimburgo.


















Dia 3: Museu Britânico e Abbey Road

Não tem dia que não seja cheio, esse dia não foi exceção. Ontem eu conheci um camarada do Canadá, muito gente fina. Eu havia combinado de sair com umas meninas dos EUA que tinha conhecido no dia anterior.

Inicialmente eu ia assistir ao jogo do Brasil no bar do albergue e pronto, era o plano. Mas num albergue, planos de dormir cedo simplesmente não existem. De lá um grupo maior de americanos se juntou ao nosso e ainda o canadense que eu havia acabado de conhecer. Fomos a um bar numa espécie de pátio interno formado a partir do encontro de alguns prédios. Tomamos uma cerveja lá enquanto o pessoal estava tomando shot de tequila.

Um dos caras havia falado de um bar específico, pegamos o metrô, chegamos no lugar mas não achamos o tal bar por nada. Fomos entrando em alguns bares até que finalmente um deles, ainda aberto, deixou que entrássemos. Numa das inúmeras coincidências da vida, logo depois da gente entrou um grupo de três brasileiros. Fiquei de papo com eles até desistirmos do bar, que estava completamente vazio. O detalhe é que era pouco depois de meia-noite. Se adaptar a horários tão cedo é difícil.

Seguimos para comer numa mini loja de um casal. Comi um sanduíche de carne bem gostoso, lotado de mostarda Dijon, que me fez chorar na primeira mordida. Pegamos um táxi para voltar para o hotel.
O motorista era uma figura, de Bangladesh. Ele começou a zoar todo mundo pela rua, ligou o som alto e se postou a dirigir como nos filmes americanos, inclinado o corpo para o lado.

Enquanto isso comentávamos como é estranho dirigir no lado direito. Não muda só o lugar de dirigir. Muda a maneira de atravessar a rua, muda a maneira de andar num corredor. Estranho que não muda na escada rolante e as ultrapassagens, a pé, ainda são pela esquerda. De volta ao albergue, o karaokê estava rolando. Fiquei um pouco e fui dormir.

Acordei cedo, mesmo tendo ido dormir às duas e meia, e me preparei para ir ao Museu Britânico. No café encontrei com o canadense que acabou indo ao museu comigo.

O Museu Britânico é incrível. Só o prédio por si só é muito legal. Consegui dar uma bela volta no Museu. A quantidade de peças é também fascinante.



O interior do Museu Britânico.

Onde está Daniel?
Gostei muito da coleção do Egito e das civilizações do Oriente Médio. Sarcófagos, portais, estátuas de seres alados, tudo muito impressionante.

Pedra de Rosetta. Como é um trecho grande com três idiomas, foi fundamental para encontrar a tradução deles.
Um Sarcófago egípcio. 
O Estandarte de Ur, cidade que ficava na Caldéia, onde Abraão teria nascido. É uma pena não podermos visitar a Mesopotâmia, atual Iraque.
Aliás, é de chamar a atenção o número de artesãos extremamente habilidosos que havia na antiguidade. Tantas peças bem feitas que foram esculpidas, construídas e projetadas.

Filósofos gregos.
Toda a fachada de um tempo grego. O tamanho impressiona.
Do Museu fomos para a rua Oxford. Encontramos por lá um ótimo restaurante italiano. Tomei uma sopa minestrone com uma taça de vinho.
A sopa Minestrone acompanhada de um bom vinho.
A escolha da sopa teve muito a ver com o clima. Estava frio, cinza e chovendo. Até agora todo dia em Londres fez o típico clima londrino. Embora eu não goste de estereótipos, esse de confirmou. Mas não somente isso, também vi o sol todos os dias. Essa mudança de clima no mesmo dia também é algo característico de Londres, pelo que me falaram.

Depois do almoço fomos visitar umas lojas de música. A que mais me interessou foi uma com guitarras usadas, antigas e bem legais. A loja parecia uma sala de estar bem aconchegante. Tinha uma lareira com detalhes em madeira, o piso também era de madeira e uns tapetes bordados a decoravam. Eu me senti bem recebido.

A vitrine de uma loja de música.
Aproveitamos que estávamos perto do metrô e fomos à famosa Abbey Road. A quantidade de gente que fica atravessando a rua para tirar a famosa foto é absurda. As pessoas ficam cruzando a rua nas duas direções, tirando foto, parando na rua. Muitos motoristas não têm paciência, buzinam e gesticulam. Mas faz parte do roteiro turístico.

Estúdios Abbey Road.
Eu fiz um vídeo, foi uma ótima solução. Eles também têm uma câmera que filma a rua e depois você pode procurar no site. 


Voltamos para a direção do albergue e fomos a um mercado que ficava bem perto. Comprei queijos da Normandia, pão e fui para o bar pegar uma cerveja. Usamos como apoio um barril do lado de fora do bar. A ideia foi excelente, todos que passavam na rua olhavam para nosso banquete com ar de aprovação.

Comendo do lado de fora do bar.
Tomamos umas cervejas no bar e ficamos de papo com uns camaradas que conhecemos ali mesmo. Dois irlandeses e dois ingleses. Novamente os estereótipos serviram bem. Os ingleses se vestiam como se tivessem saído de uma propaganda de lis de roupa. Eles pareciam membros de algum clube de ricos. Muito peculiar. No meio disso rolou um show de mágica.

Como o canadense iria encontrar com um amigo dele daqui, voltamos para o albergue. Eu tinha voo no dia seguinte cedo, mas mesmo assim resolvi sair para dar uma volta. Fomos pra região do parlamento, do lado do Tâmisa. Pedimos uma cerveja e ficamos de papo.

Dali fomos ao Soho e entramos num bar bem legal. Comemos, bebemos e ficamos de papo com um pessoal. Viajar nos deixa muito menos tímidos.









quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dia 2: Castelos


Como ontem eu não havia conseguido visitar a Tower of London, segui a recomendação da atendente e me planejei para sair cedo do albergue. Tomei o café no albergue e cheguei às 08:30 na bilheteria. Às 09:00 comprei o bilhete e segui para ver as jóias da coroa.

 Cartaz no metrô convidando o público para visitar as jóias da coroa.
A Torre de Londres é um castelo, serviu para diversos propósitos e até hoje serve como residência da família real. Já foi a casa da moeda, a prisão, o local de execução, o registro geral dentre outras funções. Ela começou ser construída por volta de 1080 e já serviu a diversas dinastias.

Interior do castelo.
Assim que entrei fui visitar as jóias da coroa. É simplesmente impressionante a quantidade de ouro. São os mais diversos itens em ouro: espadas, braceletes, coroas, pratos, bacias e até uma colher. Segundo informações há onze tonelada de ouro e mais de vinte e três mil pedras preciosas, dentre elas o maior diamante já esculpido. Essa pequena coleção faz deste lugar a maior concentração de jóias (em valor e peso) do mundo. Um exagero.

Vista do local que guarda as jóias da coroa.
Depois dessa visita fui ao ponto de encontro para o tour guiado. O guia era um guarda aposentado, que conforme palavras dele mesmo, adorava o seu trabalho. E pelos sorrisos, piadas e sustos que deu nas crianças, eu acho que ele gostava mesmo.

Detalhe da fachada do prédio.
Ele nos guiou por diversos lugares e terminou a visita dentro da capela. Depois segui a visita sozinho. Visitei a White Tower que era de fato o centro do castelo. Eu gosto muito desta construções medievais, a madeira interior me passa a sensação de conforto.

A White Tower.
Dei a volta no castelo por cima da muralha e visitei a torre de tortura. Depois de sair do castelo fui almoçar. Por coincidência, era um restaurante de comida sul-americana. Escolhi um frango com tempero indiano, arroz cozido num molho que deixava o arroz marrom e salada.

De lá peguei o metrô para o bairro Covent Garden. Eu já estou me virando bem com o metrô. Já mudo de linhas, escolho o bilhete de acordo com a zona que vou andar, etc... 

O bairro é bem estiloso, tem várias lojas de moda, restaurantes e é bem decorado. Neste ponto a bateria da câmera morreu, a bateria reserva que apontava carga total quando testei antes de sair do albergue, nem conseguiu ligar a câmera. Pensei se voltava para o albergue para carregar as baterias ou se seguia com a câmera do celular. Fiquei com a segunda opção.

Fui andando até a Picadilly Circus, passando pela Leicester Square. Na Picadilly várias faixas comentando os sessenta anos de reinado da rainha. De lá passei por um arco que me levou a Trafalgar square. Eu me dei conta de que estava indo para o lado errado. Voltei pelo The Mall e segui na direção do Palácio de Buckingham.

Essa construção em arca será transformada num hotel.


Era chão. Cheguei no Palácio e notei o esquema de segurança, nada absurdo. Os portões das redondezas eram muito bem ornamentados.

The Mall, a rua que leva ao Palácio de Buckingham.
Palácio de Buckingham.
Tirei umas fotos por lá, conheci um espanhol que pedi para tirar uma foto minha e fui andando pro parlamento. Achei incrível o nível de detalhes do parlamento e do Big Ben. A Catedral de Westminster também era bem detalhada, mas não fiquei na fila para entrar. De repente outro dia.

Estação de metrô Westminster. Uma confusão porque embora o nome seja Underground, os londrinos chamam o metrô de Tube.

O Parlamento e o Big Ben.
Na volta pro albergue resolvi passar num pub que tinha visto ontem, em frente a um mercado de rua. Esse mercado tinha coisas de vários países, fiquei interessado. No pub pedi a cerveja pelo estilo e não pela marca. Já estou mal acostumado!





terça-feira, 18 de junho de 2013

Dia 1: A primeira impressão é a que fica...

E que impressão! Eu andei menos de cinco horas e já vi tanta coisa que não sei se consigo descrever.
A cidade não parece ser grande já que BOA parte dos prédios, pelo menos os que vi e que estão fora da parte financeira, têm de três a quatro andares.

Prédios de tamanho moderado.
Essa parte financeira é chamada de The City. O nome vem do fato de a cidade de Londres ser somente a parte dentro das muralhas dessa região. Houve uma disputa no passado e a Coroa concordou em dar autonomia para essa cidade dentro da cidade. Esta é apenas uma das muitas peculiaridades de Londres e do Reino Unido.

Tower of London, um castelo que abrigou os reis no passado, fica na City.


Na rua hoje vi tanta diversidade que é difícil comentar de tudo. Um monte de pessoas correndo uniformizadas e com mochila nas costas. Cada uma treinava sozinha. Os táxis tem a parte de trás grande o suficiente para comportar seis pessoas, umas viradas para as outras. A quantidade de diferentes tipos na rua chama a atenção também.

Não vá se perder por aí!
Como a mão é trocada, te avisam para que lado olhar antes de atravessar.
Além disso, cada pessoa se veste de acordo com o que quer, outro fato que me soa como liberdade.
Ponto curioso foi a quantidade de gente que vi na rua aparentando ter saído mais cedo do trabalho. Eu achei fascinante, espero que tenham sido liberados de fato.

Diversidade.
A quantidade de bares e pubs aqui supera a quantidade de farmácias no Rio, facilmente. Hoje eu passei pela Tower Bridge, tentei ir na Torre de Londres, mas vou ter de ir amanhã pela falta de tempo hoje.

Tower Bridge.


Tower Bridge.
Ainda tive tempo de ir à Catedral de St. Paul, que é enorme e se impõe muito. Como essas construções sai enormes em relação ao ser humano. Já fui a um pub e comi o tradicional fish and chips, e claro cerveja, inclusive do lado de fora.

A fachada de um bar. Todos tem letreiros bem legais.
A variedade de cervejas é incrível. Cada bar tem no mínimo 8 torneiras com diversas cervejas.
Meu primeiro tradicional Fish & Chips, com purê de ervilhas.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Rumo à Terra da Rainha

Esse foi meu primeiro blog e é um prazer retomá-lo. Eu pensei um pouco se iria criar um novo blog ou se escreveria em algum que já tivesse criado. Resolvi ceder aos meus instintos lógicos e decidi que cada blog atenderá a um continente. Talvez o Levi na Terra Prometida, por ser muito específico, tenha de ser deixado apenas para viagens ao Estado de Israel.

Outro ponto que me causou dúvidas foi como chamar um blog de visita ao Reino Unido. O primeiro nome que me veio à cabeça foi Levi na Terra da Rainha (título que eu adotei neste post), outras possibilidades eram Levi no Reino Unido e a sugestão de meu pai, Levi na Terra dos Beatles. Embora eu seja um fã incondicional dos Beatles, esta não é uma viagem exclusiva à Inglaterra e menos ainda a Liverpool.

Um problema vai ser se quando a rainha ceder o trono ao filho ou neto, por vias naturais ou não. Aí vou ter de explicar o porquê do nome ; )

Meu roteiro é chegar a Londres, passar 3 dias, ir a Edimburgo, passar 2 dias, viajar a Glasgow de trem para pegar um vôo para a Ilha de Islay. Essa ilha é bem interessante, fica nas Terras Altas (Highlands) da Escócia e produz diversos Whiskies Puro Malte (Single Malt). Depois eu volto para Glasgow e no mesmo dia para Londres, onde passo o resto da viagem. Desde Londres ainda visitarei Liverpool (não há como perder isso!) e Stonehenge (outro imperdível!).

A viagem vai ser regada à cerveja (espero que com muito lúpulo), à Whisky e à MPB, um gênero que amo, Música Popular Britânica, o vulgo Rock n' Roll.

Fora isso diversos museus já me chamaram a atenção e várias atrações que a cidade oferece. Indo no início do verão espero pegar ainda algumas atrações em parques. Vamos ver o que o Reino Unido nos oferece!


O Reino Unido e o meu caminho